Quando o INPI diz "não": o que os índices de indeferimento revelam sobre o registro de marcas?

Adriana Brunner • 30 de julho de 2026

Muitos empresários acreditam que registrar uma marca é apenas uma etapa burocrática. No entanto, os números mostram uma realidade bem diferente: uma parcela significativa dos pedidos é indeferida pelo INPI por não atender aos requisitos legais.


Os dados apontam que cerca de um em cada quatro pedidos de marca é rejeitado no exame de mérito. O cenário torna-se ainda mais desafiador quando há oposição apresentada por terceiros: nesses casos, mais da metade dos pedidos acaba sendo indeferida.


Esses índices evidenciam que o sucesso de um registro não depende apenas da rapidez em protocolar o pedido, mas, principalmente, da qualidade da estratégia adotada antes do depósito.


Entre as principais causas de indeferimento estão:


  • Escolha de marcas com baixa distintividade ou caráter descritivo;
  • Ausência de uma pesquisa de anterioridade abrangente, que considere não apenas marcas idênticas, mas também semelhanças fonéticas, gráficas, conceituais e a afinidade mercadológica;
  • Definição inadequada das classes e da especificação dos produtos e serviços, comprometendo a proteção pretendida.


Além do risco jurídico, um pedido mal estruturado pode gerar custos adicionais, perda do investimento realizado na identidade da marca e atrasos significativos para o início ou expansão das atividades empresariais.


Por isso, o registro de marca deve ser encarado como uma decisão estratégica, que exige análise prévia de registrabilidade, avaliação dos riscos e planejamento jurídico adequado.


Registrar primeiro é importante. Registrar com estratégia é essencial para aumentar as chances de sucesso e proteger efetivamente um dos principais ativos da empresa.


Fonte: Migalhas

Inovação no Brasil: investir em tecnologia não basta — é preciso transformar conhecimento
Por Adriana Brunner • 21 de outubro de 2026
Brasil é 53º no Índice Global de Inovação 2026. Veja como a propriedade intelectual ajuda a transformar investimento em competitividade.
Violação de patente: STJ reconhece dano moral presumido
Por Adriana Brunner • 15 de outubro de 2026
STJ decide que violação de patente pode gerar danos morais sem prova de prejuízo à imagem. Entenda a decisão e seus impactos para titulares.
Copa do Mundo Feminina 2027: propriedade intelectual também entra em campo
Por Adriana Brunner • 14 de outubro de 2026
Copa do Mundo Feminina 2027: entenda como a Lei 15.421/2026 protege marcas e símbolos da FIFA e os riscos para empresas e patrocinadores.
GII 2026: o Brasil tem os ingredientes da inovação. Falta conectá-los.
Por Adriana Brunner • 13 de outubro de 2026
Brasil ocupa a 53ª posição no Global Innovation Index 2026 da OMPI. Entenda os avanços e o desafio de levar a inovação ao mercado.
TJ/SP mantém perfis de memes que utilizavam marca de universidade
Por Adriana Brunner • 6 de outubro de 2026
TJ/SP mantém perfis de humor que usam marca de universidade. Entenda o limite entre proteção marcária e liberdade de expressão nas redes.
Mercosul-EFTA: exportação e proteção dos ativos intangíveis
Por Adriana Brunner • 5 de outubro de 2026
Acordo Mercosul-EFTA entra em vigor em 1º de outubro. Entenda por que proteger marcas e patentes em cada território é essencial para exportar.
“FRUTARIA” é expressão de uso comum. Então qualquer concorrente pode usar?
Por Adriana Brunner • 30 de setembro de 2026
TJSP determina que ex-sócio retire "Frutaria" do nome de rede rival. Entenda os fundamentos da decisão sobre uso comum e concorrência.
TRF-2 anula marca XANTIMED por conflito com XANTINON
Por Adriana Brunner • 25 de setembro de 2026
TRF-2 anula marca XANTIMED por conflito com XANTINON. Entenda os fundamentos da decisão sobre colidência marcária.
TJSP: coexistência prolongada afasta urgência para retirada de marca
Por Adriana Brunner • 23 de setembro de 2026
TJSP revoga tutela de urgência em disputa marcária por ausência de urgência contemporânea. Entenda a decisão e seus fundamentos.
TJSP reforça proteção da marca mista como conjunto e afasta exclusividade sobre elemento nominativo
Por Adriana Brunner • 22 de setembro de 2026
TJSP decide que proteção de marca mista recai sobre o conjunto, não sobre palavra isolada. Entenda o caso envolvendo a Petronas.
Mais Posts