UFMG lidera ranking de depósitos de patentes entre as universidades brasileiras

Adriana Brunner • 6 de agosto de 2026

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) encerrou 2025 como a universidade que mais depositou pedidos de patente no Brasil, com 94 pedidos apresentados ao INPI. O resultado representa um novo recorde para a instituição e reforça o papel estratégico da pesquisa científica na geração de inovação.


Mais do que um indicador de produtividade acadêmica, o número evidencia a importância da propriedade intelectual como ponte entre a pesquisa e o mercado.


Ao proteger uma invenção por meio de uma patente, cria-se um ambiente mais seguro para atrair investimentos, firmar parcerias com empresas e transformar descobertas científicas em medicamentos, equipamentos, tecnologias e processos capazes de gerar benefícios para a sociedade.


Outro dado relevante é que a UFMG já acumula mais de 1.580 pedidos de patente desde 1992 e possui mais de 160 tecnologias licenciadas, demonstrando que a proteção da inovação é apenas uma etapa de um processo maior: a transferência de tecnologia.


Esse cenário reforça uma importante reflexão: depositar patentes não é um fim em si mesmo. O verdadeiro impacto da propriedade intelectual ocorre quando o conhecimento protegido é efetivamente transferido para o setor produtivo, gerando novos negócios, competitividade, empregos e desenvolvimento econômico.


O desempenho da UFMG demonstra que universidades e centros de pesquisa desempenham um papel fundamental no fortalecimento do ecossistema nacional de inovação, contribuindo para reduzir a distância entre a produção científica e sua aplicação prática na indústria e na sociedade.


Inovação só gera valor quando o conhecimento é protegido, desenvolvido e levado ao mercado. E a propriedade intelectual é um dos principais instrumentos para tornar isso possível.



Fonte: Revista Fórum

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