Brasil entre os líderes globais em ativos intangíveis um sinal claro de que a inovação deixou de ser acessória para se tornar estratégica.
O Brasil passou a integrar o grupo das sete maiores economias do mundo em investimentos em ativos intangíveis, com US$ 312 bilhões investidos em 2023, segundo o relatório O Brasil no Cenário Global de Investimentos em Intangíveis, elaborado pelo INPI com base em dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e da Luiss Business School.
O dado revela uma transformação importante na economia: cada vez mais, o valor das empresas está concentrado em ativos que não são físicos, como marcas, softwares, pesquisas, bases de dados, desenhos industriais, know-how e desenvolvimento tecnológico.
Outro destaque do estudo é que o investimento em ativos intangíveis já representa 7,6% do PIB brasileiro, percentual superior ao da indústria extrativa e próximo ao de setores tradicionais da economia, evidenciando que a geração de valor depende, cada vez mais, da capacidade de criar, proteger e explorar ativos de propriedade intelectual.
No campo das marcas, o Brasil ocupa a quinta posição mundial em investimento absoluto, com cerca de US$ 79 bilhões, superando economias como França, Itália e Espanha. Esse resultado reforça que a marca deixou de ser apenas um elemento de identificação empresarial para assumir papel estratégico na diferenciação competitiva, na fidelização de consumidores e na valorização dos negócios.
O relatório também chama atenção para um aspecto relevante: aproximadamente 72% dos investimentos intangíveis realizados no país ainda não são refletidos nas Contas Nacionais, em razão de critérios contábeis internacionais que classificam diversos investimentos em marcas e capital organizacional como despesas, e não como investimentos. Na prática, isso significa que a contribuição dos ativos intangíveis para a economia é ainda maior do que as estatísticas tradicionais conseguem demonstrar.
O cenário confirma uma tendência global. Desde 2008, os investimentos em ativos intangíveis vêm crescendo em ritmo significativamente superior aos investimentos em ativos físicos, consolidando a propriedade intelectual como um dos principais motores da inovação, da competitividade e da geração de riqueza.
Para as empresas, a mensagem é clara: investir em inovação não basta; é essencial proteger os ativos gerados. Marcas, patentes, desenhos industriais, programas de computador e outros direitos de propriedade intelectual representam diferenciais competitivos que agregam valor ao negócio, atraem investimentos e fortalecem a posição da empresa no mercado.
Proteger os ativos intangíveis é proteger o patrimônio estratégico da empresa.
Fonte:
Monitor Mercantil












