Brasil entre os líderes globais em ativos intangíveis um sinal claro de que a inovação deixou de ser acessória para se tornar estratégica.

Adriana Brunner • 14 de julho de 2026

O Brasil passou a integrar o grupo das sete maiores economias do mundo em investimentos em ativos intangíveis, com US$ 312 bilhões investidos em 2023, segundo o relatório O Brasil no Cenário Global de Investimentos em Intangíveis, elaborado pelo INPI com base em dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e da Luiss Business School.


O dado revela uma transformação importante na economia: cada vez mais, o valor das empresas está concentrado em ativos que não são físicos, como marcas, softwares, pesquisas, bases de dados, desenhos industriais, know-how e desenvolvimento tecnológico.


Outro destaque do estudo é que o investimento em ativos intangíveis já representa 7,6% do PIB brasileiro, percentual superior ao da indústria extrativa e próximo ao de setores tradicionais da economia, evidenciando que a geração de valor depende, cada vez mais, da capacidade de criar, proteger e explorar ativos de propriedade intelectual.


No campo das marcas, o Brasil ocupa a quinta posição mundial em investimento absoluto, com cerca de US$ 79 bilhões, superando economias como França, Itália e Espanha. Esse resultado reforça que a marca deixou de ser apenas um elemento de identificação empresarial para assumir papel estratégico na diferenciação competitiva, na fidelização de consumidores e na valorização dos negócios.


O relatório também chama atenção para um aspecto relevante: aproximadamente 72% dos investimentos intangíveis realizados no país ainda não são refletidos nas Contas Nacionais, em razão de critérios contábeis internacionais que classificam diversos investimentos em marcas e capital organizacional como despesas, e não como investimentos. Na prática, isso significa que a contribuição dos ativos intangíveis para a economia é ainda maior do que as estatísticas tradicionais conseguem demonstrar.


O cenário confirma uma tendência global. Desde 2008, os investimentos em ativos intangíveis vêm crescendo em ritmo significativamente superior aos investimentos em ativos físicos, consolidando a propriedade intelectual como um dos principais motores da inovação, da competitividade e da geração de riqueza.


Para as empresas, a mensagem é clara: investir em inovação não basta; é essencial proteger os ativos gerados. Marcas, patentes, desenhos industriais, programas de computador e outros direitos de propriedade intelectual representam diferenciais competitivos que agregam valor ao negócio, atraem investimentos e fortalecem a posição da empresa no mercado.


Proteger os ativos intangíveis é proteger o patrimônio estratégico da empresa.


Fonte: Monitor Mercantil

Inovação no Brasil: investir em tecnologia não basta — é preciso transformar conhecimento
Por Adriana Brunner • 21 de outubro de 2026
Brasil é 53º no Índice Global de Inovação 2026. Veja como a propriedade intelectual ajuda a transformar investimento em competitividade.
Violação de patente: STJ reconhece dano moral presumido
Por Adriana Brunner • 15 de outubro de 2026
STJ decide que violação de patente pode gerar danos morais sem prova de prejuízo à imagem. Entenda a decisão e seus impactos para titulares.
Copa do Mundo Feminina 2027: propriedade intelectual também entra em campo
Por Adriana Brunner • 14 de outubro de 2026
Copa do Mundo Feminina 2027: entenda como a Lei 15.421/2026 protege marcas e símbolos da FIFA e os riscos para empresas e patrocinadores.
GII 2026: o Brasil tem os ingredientes da inovação. Falta conectá-los.
Por Adriana Brunner • 13 de outubro de 2026
Brasil ocupa a 53ª posição no Global Innovation Index 2026 da OMPI. Entenda os avanços e o desafio de levar a inovação ao mercado.
TJ/SP mantém perfis de memes que utilizavam marca de universidade
Por Adriana Brunner • 6 de outubro de 2026
TJ/SP mantém perfis de humor que usam marca de universidade. Entenda o limite entre proteção marcária e liberdade de expressão nas redes.
Mercosul-EFTA: exportação e proteção dos ativos intangíveis
Por Adriana Brunner • 5 de outubro de 2026
Acordo Mercosul-EFTA entra em vigor em 1º de outubro. Entenda por que proteger marcas e patentes em cada território é essencial para exportar.
“FRUTARIA” é expressão de uso comum. Então qualquer concorrente pode usar?
Por Adriana Brunner • 30 de setembro de 2026
TJSP determina que ex-sócio retire "Frutaria" do nome de rede rival. Entenda os fundamentos da decisão sobre uso comum e concorrência.
TRF-2 anula marca XANTIMED por conflito com XANTINON
Por Adriana Brunner • 25 de setembro de 2026
TRF-2 anula marca XANTIMED por conflito com XANTINON. Entenda os fundamentos da decisão sobre colidência marcária.
TJSP: coexistência prolongada afasta urgência para retirada de marca
Por Adriana Brunner • 23 de setembro de 2026
TJSP revoga tutela de urgência em disputa marcária por ausência de urgência contemporânea. Entenda a decisão e seus fundamentos.
TJSP reforça proteção da marca mista como conjunto e afasta exclusividade sobre elemento nominativo
Por Adriana Brunner • 22 de setembro de 2026
TJSP decide que proteção de marca mista recai sobre o conjunto, não sobre palavra isolada. Entenda o caso envolvendo a Petronas.
Mais Posts