As empresas mais inovadoras da Europa têm algo em comum: uma estratégia sólida de propriedade intelectual

Adriana Brunner • 1 de julho de 2026

Quando se fala em inovação, é comum pensar em tecnologia, inteligência artificial ou grandes investimentos em pesquisa. Mas há um elemento que, muitas vezes, passa despercebido: a propriedade intelectual.


O ranking Europe's Most Innovative Companies 2026, elaborado pela Fortune em parceria com a Statista, não analisou apenas a percepção do mercado sobre inovação. Entre os critérios considerados, os dados de patentes tiveram papel relevante na avaliação das empresas.


As 10 empresas mais inovadoras da Europa (2026):


Posição Empresa Setor

🥇 1º ASML Holding Equipamentos para semicondutores

🥈 2º Ericsson Telecomunicações e redes 5G

🥉 3º Endress+Hauser Automação e instrumentação industrial

4º Rolls-Royce Holdings Engenharia aeroespacial

5º Infineon Technologies Semicondutores

6º L'Oréal Cosméticos e biotecnologia

7º Michelin Mobilidade e pneus inteligentes

8º Sanofi Indústria farmacêutica

9º EssilorLuxottica Saúde visual e tecnologia óptica

10º Royal Philips Tecnologia médica


E isso não é por acaso.


Patentes representam muito mais do que um título jurídico. Elas são um dos principais indicadores da capacidade de uma empresa transformar conhecimento em vantagem competitiva.


Ao observar o ranking, percebe-se que as empresas líderes atuam justamente em setores altamente intensivos em ativos intangíveis.


A holandesa ASML, líder global em equipamentos para fabricação de semicondutores, construiu uma das carteiras de patentes mais robustas do mundo. O mesmo ocorre com empresas como Ericsson, Infineon, Philips, Sanofi, Michelin e L'Oréal, que utilizam a propriedade intelectual como instrumento para proteger tecnologias, atrair investimentos, viabilizar licenciamentos e preservar sua posição competitiva.


O aspecto mais interessante do levantamento é que ele evidencia uma realidade frequentemente negligenciada: inovação não se mede apenas pela criação de novas soluções, mas também pela capacidade de protegê-las e transformá-las em ativos econômicos.


Sem uma estratégia consistente de propriedade intelectual, a inovação pode rapidamente ser copiada, perder valor ou deixar de gerar retorno para quem investiu em seu desenvolvimento.


Nesse contexto, as patentes deixam de ser apenas documentos técnicos para se tornarem indicadores concretos da maturidade tecnológica das organizações e da eficiência de seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento.


O ranking europeu reforça uma lição que vale para empresas de todos os portes: inovar é essencial, mas proteger a inovação é o que garante sua sustentabilidade e seu valor no longo prazo.


A propriedade intelectual não acompanha a inovação. Ela é um dos pilares que a tornam possível.


Fonte: Times Brasil

Inovação no Brasil: investir em tecnologia não basta — é preciso transformar conhecimento
Por Adriana Brunner • 21 de outubro de 2026
Brasil é 53º no Índice Global de Inovação 2026. Veja como a propriedade intelectual ajuda a transformar investimento em competitividade.
Violação de patente: STJ reconhece dano moral presumido
Por Adriana Brunner • 15 de outubro de 2026
STJ decide que violação de patente pode gerar danos morais sem prova de prejuízo à imagem. Entenda a decisão e seus impactos para titulares.
Copa do Mundo Feminina 2027: propriedade intelectual também entra em campo
Por Adriana Brunner • 14 de outubro de 2026
Copa do Mundo Feminina 2027: entenda como a Lei 15.421/2026 protege marcas e símbolos da FIFA e os riscos para empresas e patrocinadores.
GII 2026: o Brasil tem os ingredientes da inovação. Falta conectá-los.
Por Adriana Brunner • 13 de outubro de 2026
Brasil ocupa a 53ª posição no Global Innovation Index 2026 da OMPI. Entenda os avanços e o desafio de levar a inovação ao mercado.
TJ/SP mantém perfis de memes que utilizavam marca de universidade
Por Adriana Brunner • 6 de outubro de 2026
TJ/SP mantém perfis de humor que usam marca de universidade. Entenda o limite entre proteção marcária e liberdade de expressão nas redes.
Mercosul-EFTA: exportação e proteção dos ativos intangíveis
Por Adriana Brunner • 5 de outubro de 2026
Acordo Mercosul-EFTA entra em vigor em 1º de outubro. Entenda por que proteger marcas e patentes em cada território é essencial para exportar.
“FRUTARIA” é expressão de uso comum. Então qualquer concorrente pode usar?
Por Adriana Brunner • 30 de setembro de 2026
TJSP determina que ex-sócio retire "Frutaria" do nome de rede rival. Entenda os fundamentos da decisão sobre uso comum e concorrência.
TRF-2 anula marca XANTIMED por conflito com XANTINON
Por Adriana Brunner • 25 de setembro de 2026
TRF-2 anula marca XANTIMED por conflito com XANTINON. Entenda os fundamentos da decisão sobre colidência marcária.
TJSP: coexistência prolongada afasta urgência para retirada de marca
Por Adriana Brunner • 23 de setembro de 2026
TJSP revoga tutela de urgência em disputa marcária por ausência de urgência contemporânea. Entenda a decisão e seus fundamentos.
TJSP reforça proteção da marca mista como conjunto e afasta exclusividade sobre elemento nominativo
Por Adriana Brunner • 22 de setembro de 2026
TJSP decide que proteção de marca mista recai sobre o conjunto, não sobre palavra isolada. Entenda o caso envolvendo a Petronas.
Mais Posts