Itaú entre os maiores depositantes de patentes do Brasil: quando a inovação passa a ser um ativo estratégico

Adriana Brunner • 17 de julho de 2026

A entrada do Itaú Unibanco no ranking dos 50 maiores depositantes de patentes do Brasil, divulgado pelo INPI, representa um importante marco para a inovação nacional. Mais do que um reconhecimento estatístico, o resultado evidencia uma mudança de paradigma: a propriedade intelectual deixou de ser um instrumento restrito à indústria e passou a ocupar posição estratégica também no setor financeiro.


O banco é a única instituição financeira presente na lista e figura entre as cinco empresas privadas residentes com maior número de depósitos de patentes no país. O resultado decorre da atuação do Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi), criado para estruturar a agenda de pesquisa aplicada e de propriedade intelectual da instituição.


Em pouco mais de um ano, o ICTi elevou o número de pedidos de patentes de 5 para 21, além de obter duas concessões. Entre as tecnologias protegidas estão soluções baseadas em inteligência artificial generativa, voltadas ao aprimoramento da experiência do cliente, bem como o "Enviesador", tecnologia desenvolvida para identificar vieses em modelos conversacionais de IA e promover uma utilização mais segura e confiável dessas ferramentas.


O caso demonstra que a patente não protege apenas produtos físicos ou invenções industriais. Cada vez mais, ela é utilizada para resguardar métodos, sistemas e soluções tecnológicas capazes de gerar vantagem competitiva em mercados altamente digitais e intensivos em dados.


Outro aspecto relevante é a aproximação entre pesquisa científica e aplicação empresarial. A criação de um instituto dedicado à inovação evidencia que empresas líderes estão investindo em estruturas permanentes para transformar conhecimento em ativos de propriedade intelectual, fortalecendo seu posicionamento tecnológico e ampliando barreiras à concorrência.


A meta anunciada pelo Itaú de alcançar 50 novos depósitos de patentes até o final de 2026 reforça que a propriedade intelectual integra sua estratégia de longo prazo, funcionando não apenas como mecanismo de proteção, mas também como indicador de capacidade inovadora.


O exemplo do Itaú revela uma tendência que deve se intensificar nos próximos anos: empresas dos mais diversos setores, inclusive aqueles tradicionalmente associados à prestação de serviços, passam a reconhecer que inovação sem proteção pode significar perda de valor, enquanto uma gestão estratégica de patentes contribui para consolidar diferenciais competitivos, atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento tecnológico.


A inovação gera valor. A patente transforma esse valor em um ativo jurídico e estratégico.


Fonte: IT Forum

Ozempic x Ozivy Novo Nordisk perde duas rodadas, mas a disputa sobre as marcas está longe do fim
Por Adriana Brunner 15 de julho de 2026
Novo Nordisk perde duas rodadas contra a marca Ozivy da EMS. Entenda o que o caso revela sobre conflitos marcários no setor farmacêutico.
Brasil entre os líderes globais em ativos intangíveis um sinal claro de que a inovação deixou de ser
Por Adriana Brunner 14 de julho de 2026
O Brasil está entre os 7 países que mais investem em ativos intangíveis. Saiba o que isso significa para marcas, patentes e a competitividade das empresas brasileiras.
Desenho industrial: um ativo estratégico que ainda é subutilizado pelas empresas
Por Adriana Brunner 9 de julho de 2026
Saiba como o registro de desenho industrial protege o design dos seus produtos e fortalece a estratégia de propriedade intelectual da sua empresa.
Como a propriedade intelectual transforma inovação em vantagem competitiva
Por Adriana Brunner 3 de julho de 2026
Muitas empresas enxergam a propriedade intelectual apenas como uma etapa burocrática do processo de inovação. Mas alguns casos demonstram exatamente o contrário.
Estado da técnica quando um documento interno pode derrubar uma patente
Por Adriana Brunner 2 de julho de 2026
Descubra como o TRF da 2ª Região reconheceu que documentos internos podem contestar patentes e o que isso significa para sua propriedade intelectual.
As empresas mais inovadoras da Europa têm algo em comum uma estratégia sólida de propriedade intelec
Por Adriana Brunner 1 de julho de 2026
Quando se fala em inovação, é comum pensar em tecnologia, inteligência artificial ou grandes investimentos em pesquisa.
Marca de alto renome o reconhecimento do PIX reforça a importância da proteção marcária
Por Adriana Brunner 30 de junho de 2026
O reconhecimento do PIX como marca de alto renome pelo INPI reacende um tema essencial da propriedade intelectual: nem todas as marcas recebem o mesmo nível de proteção.
Da pesquisa ao impacto o que o destaque da UFS revela sobre a importância da propriedade intelectual
Por Adriana Brunner 29 de junho de 2026
A inovação só gera impacto quando consegue sair dos laboratórios e chegar à sociedade. E, nesse caminho, a propriedade intelectual exerce um papel fundamental.
Alerta Copa do Mundo 2026: Uma lição milionária sobre o uso de marcas
Por Adriana Brunner 24 de junho de 2026
Com a Copa do Mundo batendo à porta, muitas empresas correm para criar campanhas, produtos e conteúdos temáticos.
Mestrado e Doutorado no INPI (Turmas 2026) - Inscrições Abertas
Por Adriana Brunner 22 de junho de 2026
Se você quer se tornar um especialista de alto nível em patentes, marcas e transferência de tecnologia, o prazo começou.
Mais Posts