TJSP Nega Recurso e Mantém Condenação da Carreta Furacão por Uso Indevido da Marca Fofão

Adriana Brunner • 18 de julho de 2024

Na última terça-feira, 16 de julho de 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), através da 2ª Câmara de Direito Privado, manteve a condenação da empresa Carreta Furacão pelo uso indevido da imagem do personagem Fofão. O relator da ação, desembargador José Carlos Pereira Alves, afirmou que o personagem "Fonfon" é uma imitação grotesca do Fofão e não pode ser considerado uma paródia legítima.


A Carreta Furacão alegou que Fonfon era uma homenagem ao personagem criado pelo humorista Orival Pessini, destacando que o público reconhece a paródia sem confusão. No entanto, o tribunal concluiu que a empresa utilizou a imagem para obter lucros significativos, desrespeitando os direitos autorais.


Além disso, a Carreta Furacão chegou a reivindicar a titularidade dos direitos autorais do Fofão, notificando extrajudicialmente a empresa autorizada a comercializar produtos da marca original. Isso reforçou a decisão do tribunal de que a criação de Fonfon foi uma tentativa de burlar os direitos autorais.


O desembargador José Carlos Pereira Alves enfatizou que a legislação brasileira protege os direitos exclusivos do autor para reproduzir e adaptar personagens. Orival Pessini, criador do Fofão, já havia expressado que não desejava que seu personagem fosse utilizado para outros fins que não fossem o entretenimento juvenil. Após seu falecimento, ele ordenou que as máscaras e trajes do personagem fossem destruídos.


A condenação inclui uma indenização de R$ 70 mil ao herdeiro dos direitos autorais do Fofão. Embora a Agência Artística S/S tenha solicitado um aumento da indenização para R$ 200 mil e a publicação da sentença em jornais e nas redes sociais da Carreta Furacão, o tribunal considerou a indenização atual suficiente e a publicação adicional desnecessária devido à ampla divulgação da sentença inicial.


Fonte: JOTA

Golpes envolvendo registro de marcas crescem junto com a busca por proteção no INPI
Por Adriana Brunner 25 de maio de 2026
O aumento no número de pedidos de registro de marcas no Brasil trouxe um efeito colateral preocupante: o crescimento de golpes envolvendo falsas comunicações sobre processos no INPI.
Patente que demora perde valor: o custo invisível do backlog do INPI para a inovação brasileira
Por Adriana Brunner 22 de maio de 2026
O caso do medicamento Vonau Flash expõe um dos maiores entraves estruturais da inovação no Brasil: a demora na análise de patentes.
Propriedade intelectual e saúde: proteger inovação também é proteger o futuro do acesso a tratamento
Por Adriana Brunner 21 de maio de 2026
Existe uma percepção recorrente de que propriedade intelectual e acesso à saúde caminham em lados opostos. Mas a discussão real é mais complexa.
Patentes: por que proteger a inovação se tornou essencial para a economia moderna
Por Adriana Brunner 20 de maio de 2026
Patentes existem há mais de 600 anos — e continuam no centro das disputas sobre inovação, tecnologia e desenvolvimento econômico.
30 anos da Lei de Propriedade Industrial: o Brasil entendeu o valor da inovação
Por Adriana Brunner 19 de maio de 2026
Quando a Lei nº 9.279 foi sancionada em 1996, o país deixava para trás um modelo fechado e pouco alinhado às regras internacionais de inovação. Três décadas depois, o cenário mudou
Couro de peixe e Indicação Geográfica: quando tradição, sustentabilidade e inovação geram valor
Por Adriana Brunner 18 de maio de 2026
A concessão de Indicação Geográfica ao couro de peixe produzido em Pontal do Paraná mostra como a propriedade intelectual pode atuar como ferramenta concreta de desenvolvimento regional.
Inovação não é ideia: é capacidade de transformar conhecimento em valor
Por Adriana Brunner 15 de maio de 2026
Os números de depósitos de patentes no Brasil revelam um paradoxo relevante: o país produz conhecimento técnico e científico em escala significativa...
Indicações Geográficas impulsionam exportações e fortalecem o turismo rural
Por Adriana Brunner 14 de maio de 2026
As Indicações Geográficas vêm deixando de ser apenas um selo de reconhecimento territorial para se consolidarem como verdadeiras ferramentas de desenvolvimento econômico.
Quando o alfabeto não tem dono: marca portuguesa vence a Louis Vuitton em disputa por “LV”
Por Adriana Brunner 13 de maio de 2026
A recente derrota da Louis Vuitton em disputa contra a pequena marca portuguesa “Licores do Vale” traz uma discussão importante sobre os limites da exclusividade marcária.
Publicidade comparativa tem limite: iFood vence ação contra 99Food por concorrência desleal
Por Adriana Brunner 8 de maio de 2026
A recente decisão da Justiça de São Paulo envolvendo iFood e 99Food reacende um tema central no Direito da Concorrência: até onde uma empresa pode ir ao comparar seus serviços com os de um concorrente?
Mais Posts