"Bem Doce": Você é dono do nome ou do desenho?

Adriana Brunner • 13 de março de 2026

Muitos empresários acreditam que, ao registrar uma marca, tornam-se "donos" de uma palavra para sempre. Mas a justiça brasileira acaba de reforçar um limite importante com o caso da marca "Bem Doce".


O que aconteceu?


O INPI havia negado o registro da marca por considerá-la muito comum (termo descritivo). Porém, o TRF-2 liberou o registro, mas com uma ressalva crucial: a proteção vale para o conjunto visual (marca mista), e não para a exclusividade do nome isolado.


O que é importante saber com esta decisão?


Nomes Comuns = Proteção Limitada: Se a sua marca usa termos que descrevem o produto (como "Doce", "Gelado", "Tech"), você dificilmente terá exclusividade sobre a palavra. Outras empresas poderão usar nomes parecidos, desde que o visual seja diferente.


O Design como "Salva-Vidas": O Marketing investe pesado em identidade visual por um motivo estratégico. Quando o nome é comum, é o logotipo, as cores e a fonte que garantem a distinção no mercado e a vitória na justiça.


Conheça seus limites: Tentar impedir todo mundo de usar uma palavra comum pode gerar custos jurídicos inúteis. O foco deve ser proteger o "Brand Identity" completo, que é o que o consumidor realmente reconhece na prateleira.


A lição de ouro: Nem todo registro de marca te dá o "monopólio" de uma palavra. Entender a extensão do seu certificado de registro é o que separa uma estratégia de branding sólida de uma briga judicial perdida.


Fonte: Migalhas

Perda da patente por omissão da empresa gera indenização a inventores
Por Adriana Brunner 11 de junho de 2026
Uma recente decisão da 7ª Turma do TST chama atenção para um tema pouco discutido na propriedade industrial.
Do Vale do Jequitinhonha para o mundo: a força estratégica da Indicação Geográfica da Chapada de Min
Por Adriana Brunner 10 de junho de 2026
O reconhecimento da Chapada de Minas como Indicação Geográfica pelo INPI representa muito mais do que um selo de procedência para cafés especiais.
Distintividade reconhecida o peso do parecer do INPI no caso Coffee++ x Nestlé
Por Adriana Brunner 9 de junho de 2026
A disputa entre a Coffee++ e a Nestlé ganhou um elemento central para o debate marcário: o reconhecimento, pelo INPI, da distintividade da marca “Coffee++”.
Serra da Mantiqueira fortalece sua reputação: cafés do Circuito das Águas conquistam Indicação Geogr
Por Adriana Brunner 29 de maio de 2026
O reconhecimento concedido pelo INPI aos cafés do Circuito das Águas representa mais do que um selo de origem...
INPI divulga rankings de depositantes de ativos de PI em 2025: um retrato da competitividade brasile
Por Adriana Brunner 28 de maio de 2026
O INPI divulgou os rankings de maiores depositantes de ativos de propriedade intelectual em 2025...
Golpes envolvendo registro de marcas crescem junto com a busca por proteção no INPI
Por Adriana Brunner 25 de maio de 2026
O aumento no número de pedidos de registro de marcas no Brasil trouxe um efeito colateral preocupante: o crescimento de golpes envolvendo falsas comunicações sobre processos no INPI.
Patente que demora perde valor: o custo invisível do backlog do INPI para a inovação brasileira
Por Adriana Brunner 22 de maio de 2026
O caso do medicamento Vonau Flash expõe um dos maiores entraves estruturais da inovação no Brasil: a demora na análise de patentes.
Propriedade intelectual e saúde: proteger inovação também é proteger o futuro do acesso a tratamento
Por Adriana Brunner 21 de maio de 2026
Existe uma percepção recorrente de que propriedade intelectual e acesso à saúde caminham em lados opostos. Mas a discussão real é mais complexa.
Patentes: por que proteger a inovação se tornou essencial para a economia moderna
Por Adriana Brunner 20 de maio de 2026
Patentes existem há mais de 600 anos — e continuam no centro das disputas sobre inovação, tecnologia e desenvolvimento econômico.
30 anos da Lei de Propriedade Industrial: o Brasil entendeu o valor da inovação
Por Adriana Brunner 19 de maio de 2026
Quando a Lei nº 9.279 foi sancionada em 1996, o país deixava para trás um modelo fechado e pouco alinhado às regras internacionais de inovação. Três décadas depois, o cenário mudou
Mais Posts