INPI divulga rankings de depositantes de ativos de PI em 2025: um retrato da competitividade brasileira

Adriana Brunner • 28 de maio de 2026

O INPI divulgou os rankings de maiores depositantes de ativos de propriedade intelectual em 2025, revelando não apenas quem mais protege inovação no Brasil, mas também quais setores vêm tratando a propriedade intelectual como ativo estratégico de mercado.


Nas patentes de invenção, a liderança entre os residentes ficou com a Stellantis (225 depósitos), seguida pela Petrobras (172) e pela UFMG (94). O dado chama atenção por demonstrar a forte presença da indústria automotiva, energética e da pesquisa universitária na geração de tecnologia nacional.


Entre os não residentes, o protagonismo é das gigantes globais de tecnologia e telecomunicações, com Huawei (652 depósitos), Qualcomm (514) e Nokia (308) liderando os depósitos no país. O cenário reforça como o Brasil segue sendo mercado estratégico para proteção tecnológica internacional, especialmente em setores ligados à conectividade, inteligência artificial e infraestrutura digital.


No segmento de marcas, o ranking evidencia outro fenômeno relevante: a consolidação da marca como ativo econômico central. Empresas como Payno, Neymar Sport e Marketing e Banco Mercantil do Brasil demonstram que proteção marcária deixou de ser mera formalidade para se tornar ferramenta de expansão, licenciamento, posicionamento e valorização empresarial.


Já nos desenhos industriais, o elevado número de depósitos mostra a crescente preocupação com diferenciação visual, design e experiência do consumidor — aspectos cada vez mais relevantes em mercados altamente competitivos.


Outro destaque importante está nos programas de computador. A liderança de instituições como Fundação CPQD, UFERSA e Instituto Eldorado evidencia o fortalecimento do ecossistema brasileiro de desenvolvimento tecnológico e software, área em que os ativos intangíveis assumem papel cada vez mais estratégico.


Os rankings divulgados pelo INPI revelam um movimento claro: a propriedade intelectual vem deixando de ser vista apenas como proteção jurídica para assumir posição central na estratégia de inovação, competitividade e geração de valor das empresas e instituições brasileiras.


Fonte: Monitor Mercantil

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