Mais uma Indicação Geográfica fortalece o agro brasileiro!
O Circuito das Águas Paulista conquistou o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP), para a cachaça de alambique, em reconhecimento concedido pelo INPI.
O selo reconhece a reputação da região na produção da bebida e abrange produtores de Águas de Lindoia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindoia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro.
A conquista reforça que uma Indicação Geográfica vai muito além de um certificado. Trata-se de um ativo de propriedade intelectual capaz de valorizar produtos, fortalecer a identidade territorial e impulsionar o desenvolvimento econômico regional.
No caso da cachaça do Circuito das Águas Paulista, fatores como tradição produtiva, condições naturais, conhecimento acumulado pelos produtores e organização coletiva contribuíram para o reconhecimento da reputação da região.
Outro aspecto que merece destaque é que esta é a segunda Indicação Geográfica conquistada pelo território em poucos meses, já que, em maio, o Circuito das Águas Paulista também obteve o registro de IP para seus cafés. O resultado demonstra como estratégias de proteção da origem podem agregar valor a diferentes cadeias produtivas de uma mesma região.
Com esse novo reconhecimento, o Estado de São Paulo passa a contar com 12 Indicações Geográficas voltadas ao agronegócio, evidenciando o crescimento desse importante instrumento de proteção da propriedade intelectual.
As Indicações Geográficas beneficiam produtores e consumidores. Enquanto os produtores conquistam diferenciação competitiva, agregação de valor e maior acesso a mercados, os consumidores passam a identificar produtos cuja origem, reputação e qualidade estão vinculadas a um território específico.
O avanço das IGs no Brasil demonstra que proteger a origem é também preservar tradição, incentivar o desenvolvimento local e transformar identidade regional em vantagem competitiva.
Fonte:
Jornal Viamão












