Indicação Geográfica como vetor de desenvolvimento: o café da Serra de Apucarana

Adriana Brunner • 3 de fevereiro de 2026

O reconhecimento do café da Serra de Apucarana como Denominação de Origem (DO) reforça o papel das Indicações Geográficas como instrumento de valorização produtiva e desenvolvimento regional. Com essa conquista, o Paraná alcança sua segunda IG em janeiro e o Brasil ultrapassa a marca de 150 registros nacionais, consolidando a cafeicultura como o setor com maior número de IGs no país.


Mais do que um selo de qualidade, a DO reconhece a relação indissociável entre território, saber-fazer e produto. No caso da Serra de Apucarana, fatores como altitude elevada, clima equilibrado e técnicas locais de produção conferem ao café características sensoriais que não podem ser reproduzidas fora da região. É justamente essa singularidade que transforma o produto em um ativo estratégico protegido.


Do ponto de vista jurídico e econômico, a Denominação de Origem eleva o café a um patamar diferenciado no mercado. O reconhecimento fortalece a identidade regional, amplia o valor agregado, estimula práticas sustentáveis e cria barreiras contra usos indevidos do nome geográfico. Ao mesmo tempo, exige organização coletiva, governança e controle rigoroso dos padrões produtivos, elementos essenciais para a credibilidade do sistema.


Outro aspecto relevante é o papel das políticas de apoio institucional. A atuação estruturada de entidades de fomento e capacitação tem sido decisiva para que pequenos e médios produtores consigam transformar tradição em vantagem competitiva, integrando proteção jurídica, qualidade e estratégia de mercado.


A expansão das IGs no Paraná ilustra como a propriedade intelectual, quando bem aplicada, transcende a proteção formal e se converte em ferramenta de desenvolvimento territorial, fortalecimento de marcas coletivas e inserção qualificada no mercado nacional e internacional.


Fonte: SEBRAE

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