Caso “Cybercab”: quando a falta de busca prévia vira um risco comercial

Adriana Brunner • 16 de janeiro de 2026

O recente impasse envolvendo a tentativa de registro do nome “Cybercab” pela Tesla evidencia um erro estratégico que ainda se repete no mercado: lançar produtos e serviços sem uma busca prévia adequada de marca. Mesmo se tratando de uma empresa global, com forte estrutura jurídica e alto poder de investimento, o caso demonstra que o tamanho da empresa não elimina riscos básicos de propriedade industrial.


O serviço de táxis autônomos foi anunciado publicamente em outubro de 2024, mas o pedido de registro da marca só foi protocolado após o lançamento. O resultado foi a negativa do pedido, diante da existência de um registro anterior válido, pertencente a outra empresa, inclusive com proteção internacional.


O problema não é jurídico, é estratégico


A situação revela que a ausência de uma busca prévia eficiente pode gerar consequências comerciais imediatas, como:

  • Bloqueio do uso do nome em mercados estratégicos;
  • Necessidade de renomear produtos ou serviços já divulgados ao público;
  • Custos elevados para aquisição de direitos de terceiros;
  • Risco reputacional e perda de força de marketing;
  • Atrasos em projetos e impactos diretos no go-to-market.


Busca prévia não é formalidade, é ferramenta de decisão


A busca prévia permite identificar riscos de colisão com marcas já registradas ou depositadas, avaliar o grau de distintividade do sinal escolhido e orientar ajustes antes de investimentos em branding, comunicação e lançamento. Sem essa análise, a empresa assume o risco de construir valor sobre um ativo que não poderá explorar com exclusividade.


Quando até grandes empresas erram


O caso deixa claro que nem mesmo grandes players estão imunes a falhas nessa etapa. Isso reforça que a busca prévia não deve ser tratada como etapa secundária ou burocrática, mas como parte essencial da estratégia de negócios, especialmente em projetos inovadores e de alta visibilidade.


Lição prática


Antes de anunciar, lançar ou escalar um produto ou serviço, a pergunta não deve ser apenas se o nome é bom do ponto de vista de marketing, mas se ele é juridicamente viável e estrategicamente seguro. Em propriedade industrial, prevenir é sempre mais barato — e menos arriscado.


Fonte: msn

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