Caso “Cybercab”: quando a falta de busca prévia vira um risco comercial
O recente impasse envolvendo a tentativa de registro do nome “Cybercab” pela Tesla evidencia um erro estratégico que ainda se repete no mercado: lançar produtos e serviços sem uma busca prévia adequada de marca. Mesmo se tratando de uma empresa global, com forte estrutura jurídica e alto poder de investimento, o caso demonstra que o tamanho da empresa não elimina riscos básicos de propriedade industrial.
O serviço de táxis autônomos foi anunciado publicamente em outubro de 2024, mas o pedido de registro da marca só foi protocolado após o lançamento. O resultado foi a negativa do pedido, diante da existência de um registro anterior válido, pertencente a outra empresa, inclusive com proteção internacional.
O problema não é jurídico, é estratégico
A situação revela que a ausência de uma busca prévia eficiente pode gerar consequências comerciais imediatas, como:
- Bloqueio do uso do nome em mercados estratégicos;
- Necessidade de renomear produtos ou serviços já divulgados ao público;
- Custos elevados para aquisição de direitos de terceiros;
- Risco reputacional e perda de força de marketing;
- Atrasos em projetos e impactos diretos no go-to-market.
Busca prévia não é formalidade, é ferramenta de decisão
A busca prévia permite identificar riscos de colisão com marcas já registradas ou depositadas, avaliar o grau de distintividade do sinal escolhido e orientar ajustes antes de investimentos em branding, comunicação e lançamento. Sem essa análise, a empresa assume o risco de construir valor sobre um ativo que não poderá explorar com exclusividade.
Quando até grandes empresas erram
O caso deixa claro que nem mesmo grandes players estão imunes a falhas nessa etapa. Isso reforça que a busca prévia não deve ser tratada como etapa secundária ou burocrática, mas como parte essencial da estratégia de negócios, especialmente em projetos inovadores e de alta visibilidade.
Lição prática
Antes de anunciar, lançar ou escalar um produto ou serviço, a pergunta não deve ser apenas se o nome é bom do ponto de vista de marketing, mas se ele é juridicamente viável e estrategicamente seguro. Em propriedade industrial, prevenir é sempre mais barato — e menos arriscado.
Fonte:
msn












