Patentes verdes impulsionam a inovação no agro: bioinsumos lideram os depósitos no INPI
Dados recentes do INPI revelam uma mudança estrutural no eixo da inovação no agronegócio brasileiro. Entre 2012 e 2025, cerca de 70% dos pedidos nacionais de patentes em tecnologias agrícolas verdes concentraram-se no desenvolvimento de fertilizantes e defensivos de base biológica, evidenciando a busca por soluções mais sustentáveis e alinhadas às exigências ambientais e regulatórias globais.
O protagonismo dos biofertilizantes e biodefensivos demonstra que a inovação no agro não está apenas associada ao aumento de produtividade, mas também à redução de impactos ambientais, à preservação do solo e à diminuição da dependência de insumos químicos tradicionais. Esse movimento acompanha tendências internacionais e reforça a posição do Brasil como polo relevante de pesquisa aplicada ao campo.
Outro dado relevante é o perfil dos depositantes brasileiros. A inovação está fortemente ancorada em instituições públicas de pesquisa, universidades e pesquisadores individuais, com destaque para a Embrapa. A presença ainda limitada de empresas privadas entre os principais depositantes indica uma oportunidade estratégica: aproximar o setor produtivo da pesquisa científica para acelerar a transformação de patentes em soluções efetivamente adotadas pelo mercado.
No cenário internacional, o Brasil ocupa posição de destaque, atrás apenas dos Estados Unidos em número de pedidos no segmento. Ainda assim, o desafio permanece claro: converter volume de depósitos em inovação escalável, fortalecendo a proteção da propriedade intelectual, os mecanismos de transferência de tecnologia e a segurança jurídica para atrair investimentos.
Mais do que uma estatística, o avanço dos bioinsumos sinaliza um novo paradigma para o agro brasileiro — um modelo em que sustentabilidade, inovação e propriedade intelectual caminham juntas como vetores de competitividade global.
Fonte:
SCABRASIL












