Palmito Pupunha do Vale do Ribeira conquista Indicação Geográfica

Adriana Brunner • 26 de novembro de 2025

O Vale do Ribeira acaba de obter o reconhecimento oficial de Indicação Geográfica (IG) para o palmito pupunha, consolidando-se como referência nacional na produção sustentável do produto. O registro, concedido pelo INPI, eleva São Paulo a 12 IGs, nove delas diretamente ligadas ao agronegócio — um indicativo da força produtiva e da identidade territorial do estado.


A IG abrange cerca de 1,8 mil produtores distribuídos em aproximadamente 10 mil hectares cultivados, segundo a Apuvale. A região, marcada por clima quente e úmido, tornou-se ideal para o desenvolvimento da pupunha desde sua introdução, nos anos 1940. Sua principal vantagem: a capacidade de rebrota, que permite múltiplas colheitas sem a derrubada da palmeira — um diferencial ambiental, econômico e de manejo.


Por que o selo de IG importa?


A certificação garante que apenas produtores que seguem o caderno de especificações técnicas — elaborado de forma participativa com agricultores e aprovado pelo INPI — possam utilizar o selo. E isso traz efeitos profundos:


  • Padronização e valorização do produto, fortalecendo a reputação regional
  • Aumento da competitividade, especialmente para mercados premium e exportação
  • Proteção contra usos indevidos do nome geográfico, preservando autenticidade
  • Organização e governança da cadeia produtiva, com impacto direto na renda local


A IG cobre diferentes formas do palmito: em haste, minimamente processado e processado, abrangendo 18 municípios, entre eles Registro, Cananéia, Eldorado, Iguape e Sete Barras — um território historicamente ligado ao cultivo da pupunha.


O que está por trás dessa conquista


Mais do que um reconhecimento administrativo, o selo consolida décadas de práticas tradicionais, manejo sustentável e trabalho cooperativo. Ele reforça a imagem do Vale do Ribeira como polo de agricultura de base familiar, com forte identidade territorial e alto potencial de agregação de valor.


Para o agronegócio paulista, é mais um exemplo de como a propriedade industrial se conecta ao desenvolvimento regional, fortalecendo a marca coletiva de um território e ampliando as oportunidades comerciais de seus produtores.


Fonte: Globo Rural

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