Registro de Marca: O Uso é tão Importante quanto o Registro

Adriana Brunner • 19 de dezembro de 2024

A disputa envolvendo a marca Dan'Up, da Danone, e uma concorrente que tenta cancelá-la por suposto desuso levanta uma questão fundamental no campo da propriedade intelectual: não basta registrar uma marca, é preciso usá-la para mantê-la protegida.


O que está em jogo?


No Brasil, a legislação determina que o uso contínuo da marca registrada é indispensável para manter o direito de exclusividade. Caso uma marca fique sem uso por cinco anos consecutivos, qualquer interessado pode pedir o cancelamento do registro por desuso, abrindo espaço para que outros a utilizem legalmente.


O Caso Dan'Up:


A concorrente alega que a marca Dan'Up não está sendo utilizada pela Danone no mercado, solicitando o cancelamento do registro no INPI. Esse tipo de ação é administrativo e comum em mercados competitivos, especialmente em setores onde marcas adormecidas podem ter valor comercial ou estratégico significativo.


Lições do Caso


Registrar e Usar: Empresas devem planejar o uso efetivo das marcas logo após o registro, evitando períodos prolongados de inatividade.


Monitorar e Renovar: É essencial acompanhar o status das marcas registradas e renovar estratégias de uso, como lançamentos sazonais ou campanhas promocionais, para evitar o desuso.


  • Documentação é Fundamental:


Manter registros de uso, como contratos, notas fiscais, campanhas publicitárias e outras evidências, pode ser decisivo em disputas judiciais ou administrativas.


Conclusão


A disputa pela marca Dan'Up destaca a importância de um planejamento estratégico que vai além do registro de marca. Usar a marca regularmente não só fortalece a identidade da empresa, mas também evita litígios e garante a exclusividade no mercado.


Fonte: Folha

EXPRESSÃO POPULAR EM EVENTO NÃO VIOLA PROPRIEDADE INDUSTRIAL
Por Adriana Brunner 24 de agosto de 2026
TJ-SP autoriza uso de "Tardizinha Gospel" apesar de registro da marca "Tardezinha". Entenda a decisão e seus impactos jurídicos.
Direitos autorais: crédito ao autor não é opcional
Por Adriana Brunner 19 de agosto de 2026
MC Ryan SP e GR6 são condenados por não creditar compositor em 34 músicas. Entenda a decisão e seus impactos para o mercado musical.
Mais uma Indicação Geográfica fortalece o agro brasileiro!
Por Adriana Brunner 12 de agosto de 2026
Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica para cachaça de alambique, concedida pelo INPI. Saiba mais sobre essa conquista.
Usar a marca do concorrente no Google Ads pode configurar concorrência desleal.
Por Adriana Brunner 11 de agosto de 2026
TJDFT condena empresa por usar marca concorrente como palavra-chave no Google Ads. Entenda os riscos jurídicos e o que diz a decisão.
Guarapuava conquista a primeira Indicação Geográfica do Brasil para cervejas artesanais
Por Adriana Brunner 10 de agosto de 2026
Guarapuava (PR) recebe a 1ª Indicação Geográfica do Brasil para cervejas artesanais, concedida pelo INPI. Entenda os benefícios para produtores e região.
Marcas famosas podem ser perdidas O caso Ploc e Ping Pong reacende o debate sobre a caducidade
Por Adriana Brunner 7 de agosto de 2026
Ploc e Ping Pong enfrentam processo de caducidade no INPI. Entenda por que o registro de marca sem uso pode levar à perda da exclusividade.
UFMG lidera ranking de depósitos de patentes entre as universidades brasileiras
Por Adriana Brunner 6 de agosto de 2026
UFMG é a universidade que mais depositou patentes no Brasil em 2025. Saiba como a propriedade intelectual impulsiona a inovação e a transferência de tecnologia.
Quando o princípio da especialidade encontra seus limites: TJ-SP mantém condenação do restaurante
Por Adriana Brunner 5 de agosto de 2026
TJSP condena restaurante de Jacquin por violar a marca Président. Entenda por que o princípio da especialidade não protegeu o chef nesse caso marcário.
Quando o INPI diz
Por Adriana Brunner 30 de julho de 2026
1 em cada 4 pedidos de marca é indeferido pelo INPI. Saiba quais são os erros mais comuns e como registrar sua marca com mais chances de sucesso.
A corrida pela prioridade no registro de marcas por que o tempo se tornou um ativo estratégico
Por Adriana Brunner 23 de julho de 2026
O INPI ampliou o trâmite prioritário para marcas. Saiba como startups e marketplaces podem registrar sua marca em até 120 dias e ganhar vantagem competitiva.
Mais Posts