Inovação no Brasil: investir em tecnologia não basta — é preciso transformar conhecimento em competitividade
O Brasil apresenta sinais positivos de avanço tecnológico, mas ainda enfrenta desafios para consolidar sua posição no cenário global da inovação.
Segundo o Índice Global de Inovação de 2026, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o país ocupa a 53ª posição mundial, seu pior resultado desde 2022, e o segundo lugar na América Latina e no Caribe, atrás do Chile pelo segundo ano consecutivo.
Ao mesmo tempo, os investimentos empresariais indicam um cenário promissor: no primeiro trimestre de 2026, 87% das empresas brasileiras planejavam ampliar os investimentos em tecnologia, ante 68% da média global. Também se destacam as intenções de aumentar os aportes em pesquisa e desenvolvimento (77%), qualificação de equipes (75%) e marca (84%).
Esses números evidenciam que a inovação depende de uma estratégia integrada. Investir em tecnologia e desenvolver soluções próprias são passos fundamentais, mas seus resultados precisam ser acompanhados de profissionais qualificados, governança, mensuração de retorno e estratégias capazes de transformar conhecimento em valor de mercado.
Nesse contexto, a propriedade intelectual assume papel estratégico: a proteção de marcas, patentes e outras criações contribui para resguardar investimentos, fortalecer diferenciais competitivos e ampliar as oportunidades de exploração comercial da inovação.
Instrumentos de incentivo, como a Lei do Bem, também podem contribuir para financiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica, desde que observados os requisitos legais aplicáveis.
O desafio brasileiro, portanto, não está apenas em ampliar os investimentos, mas em criar condições para que a capacidade científica e tecnológica do país se converta em produtividade, negócios sustentáveis e competitividade internacional.












