Marca Daslu é vendida por R$ 10 milhões em leilão disputado

Adriana Brunner • 10 de junho de 2022

Valor ficou bem acima do lance mínimo de R$ 1,4 milhão; empresa começou a ruir em 2005, quando a criadora foi presa por sonegação fiscal.


A marca Daslu foi arrematada por R$ 10 milhões, em um leilão realizado pela casa Sodré Santoro, no processo judicial de falência da marca. Foram 32 lances pelo ativo, e o valor ficou bem acima do lance mínimo de R$ 1,4 milhão.


“O processo mostrou que a Daslu ainda tem valor – e não é pouco valor”, afirmou a leiloeira Mariana Sodré Santoro Batochio. 

A Daslu foi criada por Eliana Tranchesi e cresceu a partir dos anos 90, em um momento em que as marcas de luxo internacionais praticamente não tinham presença no Brasil. A Daslu oferecia serviços especializados para suas clientes, em um estilo “casa de patroa”, com vendedoras uniformizadas e que tratavam as consumidoras como se estivessem em uma mansão.


A empresa chegou a ter 700 empregados e a inaugurar a Villa Daslu, um edifício neoclássico construído por R$ 100 milhões, mas o castelo da Daslu começou a ruir em 2005, quando Eliana foi presa por sonegação fiscal.


A companhia entrou em recuperação judicial em 2010, com dívidas de R$ 80 milhões, e antes de ir à falência chegou a ficar por um período nas mãos do fundo Laep, de Marcos Elias (que já enfrentou vários questionamentos na Justiça e foi dono da Parmalat no país). Eliana morreu em 2012.


Fonte: Infomoney

Mestrado e Doutorado no INPI (Turmas 2026) - Inscrições Abertas
Por Adriana Brunner 22 de junho de 2026
Se você quer se tornar um especialista de alto nível em patentes, marcas e transferência de tecnologia, o prazo começou.
No físico ou no digital: Cópia sem autorização é crime (e dá condenação)
Por Adriana Brunner 16 de junho de 2026
Muitos ainda acreditam na falsa premissa de que o ambiente digital é uma "terra sem leis" onde materiais, cursos e apostilas podem ser reproduzidos e compartilhados livremente.
PUMA vs. Transportadora: Ramos diferentes, o mesmo processo judicial.
Por Adriana Brunner 15 de junho de 2026
Se a sua empresa atua em um setor totalmente diferente do de uma marca famosa, você pode usar um logotipo parecido com o dela? A resposta é um não definitivo.
PLP 32/2026 reacende debate sobre compensação de prazo de patentes no Brasil
Por Adriana Brunner 12 de junho de 2026
O debate em torno do PLP 32/2026 evidencia uma das discussões mais sensíveis da propriedade industrial brasileira...
Perda da patente por omissão da empresa gera indenização a inventores
Por Adriana Brunner 11 de junho de 2026
Uma recente decisão da 7ª Turma do TST chama atenção para um tema pouco discutido na propriedade industrial.
Do Vale do Jequitinhonha para o mundo: a força estratégica da Indicação Geográfica da Chapada de Min
Por Adriana Brunner 10 de junho de 2026
O reconhecimento da Chapada de Minas como Indicação Geográfica pelo INPI representa muito mais do que um selo de procedência para cafés especiais.
Distintividade reconhecida o peso do parecer do INPI no caso Coffee++ x Nestlé
Por Adriana Brunner 9 de junho de 2026
A disputa entre a Coffee++ e a Nestlé ganhou um elemento central para o debate marcário: o reconhecimento, pelo INPI, da distintividade da marca “Coffee++”.
Serra da Mantiqueira fortalece sua reputação: cafés do Circuito das Águas conquistam Indicação Geogr
Por Adriana Brunner 29 de maio de 2026
O reconhecimento concedido pelo INPI aos cafés do Circuito das Águas representa mais do que um selo de origem...
INPI divulga rankings de depositantes de ativos de PI em 2025: um retrato da competitividade brasile
Por Adriana Brunner 28 de maio de 2026
O INPI divulgou os rankings de maiores depositantes de ativos de propriedade intelectual em 2025...
Golpes envolvendo registro de marcas crescem junto com a busca por proteção no INPI
Por Adriana Brunner 25 de maio de 2026
O aumento no número de pedidos de registro de marcas no Brasil trouxe um efeito colateral preocupante: o crescimento de golpes envolvendo falsas comunicações sobre processos no INPI.
Mais Posts