Ozempic: Fim da Patente - Mercado e Oportunidades

Adriana Brunner • 1 de novembro de 2024

Após a decisão do STF pelo fim da vigência mínima em patentes, a patente do medicamento Ozempic está prevista para 2026, prometendo transformar o mercado farmacêutico, especialmente no segmento de medicamentos para o tratamento de diabetes e controle de peso. Com isso, abre-se a possibilidade de produção de genéricos e biossimilares, o que deve reduzir o preço do medicamento e, consequentemente, ampliar o acesso ao mesmo.


O que isso significa para o mercado?


  1. Abertura de Concorrência: com a expiração da patente, outras empresas poderão produzir versões genéricas ou biossimilares do Ozempic, aumentando a oferta no mercado. Já na reportagem, ao menos 5 laboratórios demonstraram interesse no medicamento, o que amplia a concorrência, diminui os preços e facilita o acesso ao tratamento para um público maior. 
  2. Oportunidades para Laboratórios Genéricos e Biossimilares: laboratórios que já atuam no mercado de genéricos e biossimilares poderão investir em suas próprias versões do medicamento, aproveitando o potencial de demanda. Esse movimento representa uma oportunidade para expandir o portfólio com um medicamento amplamente conhecido e bem estabelecido, mas agora em uma versão acessível.
  3. Atenção à Proteção da Marca e do Trade Dress: embora a patente expire, os novos medicamentos deverão criar suas próprias marcas e trade dress, já que Ozempic e a aparência das suas embalagens e aplicadores seguem sendo protegidos. Concorrentes devem evitar qualquer tipo de confusão com o produto referência e garantir que suas versões sejam facilmente diferenciadas pelos consumidores.


Para os consumidores, o principal impacto esperado com o fim da patente do Ozempic é uma redução significativa de preços. Isso é especialmente relevante em um contexto onde os custos dos tratamentos para diabetes e controle de peso são altos e a demanda por soluções mais acessíveis continua a crescer.


A expiração da patente do Ozempic em 2026 marca uma oportunidade estratégica para laboratórios genéricos e biossimilares, ao mesmo tempo em que representa um desafio de adaptação para a Novo Nordisk, atual detentora da patente. Este movimento pode beneficiar tanto os concorrentes, que terão espaço para expandir seus produtos, quanto os consumidores, que poderão encontrar o medicamento a preços mais acessíveis. A concorrência saudável que deve surgir poderá impulsionar a inovação e trazer mais opções ao mercado.


Fonte: Panorama Farmacêutico

Golpes envolvendo registro de marcas crescem junto com a busca por proteção no INPI
Por Adriana Brunner 25 de maio de 2026
O aumento no número de pedidos de registro de marcas no Brasil trouxe um efeito colateral preocupante: o crescimento de golpes envolvendo falsas comunicações sobre processos no INPI.
Patente que demora perde valor: o custo invisível do backlog do INPI para a inovação brasileira
Por Adriana Brunner 22 de maio de 2026
O caso do medicamento Vonau Flash expõe um dos maiores entraves estruturais da inovação no Brasil: a demora na análise de patentes.
Propriedade intelectual e saúde: proteger inovação também é proteger o futuro do acesso a tratamento
Por Adriana Brunner 21 de maio de 2026
Existe uma percepção recorrente de que propriedade intelectual e acesso à saúde caminham em lados opostos. Mas a discussão real é mais complexa.
Patentes: por que proteger a inovação se tornou essencial para a economia moderna
Por Adriana Brunner 20 de maio de 2026
Patentes existem há mais de 600 anos — e continuam no centro das disputas sobre inovação, tecnologia e desenvolvimento econômico.
30 anos da Lei de Propriedade Industrial: o Brasil entendeu o valor da inovação
Por Adriana Brunner 19 de maio de 2026
Quando a Lei nº 9.279 foi sancionada em 1996, o país deixava para trás um modelo fechado e pouco alinhado às regras internacionais de inovação. Três décadas depois, o cenário mudou
Couro de peixe e Indicação Geográfica: quando tradição, sustentabilidade e inovação geram valor
Por Adriana Brunner 18 de maio de 2026
A concessão de Indicação Geográfica ao couro de peixe produzido em Pontal do Paraná mostra como a propriedade intelectual pode atuar como ferramenta concreta de desenvolvimento regional.
Inovação não é ideia: é capacidade de transformar conhecimento em valor
Por Adriana Brunner 15 de maio de 2026
Os números de depósitos de patentes no Brasil revelam um paradoxo relevante: o país produz conhecimento técnico e científico em escala significativa...
Indicações Geográficas impulsionam exportações e fortalecem o turismo rural
Por Adriana Brunner 14 de maio de 2026
As Indicações Geográficas vêm deixando de ser apenas um selo de reconhecimento territorial para se consolidarem como verdadeiras ferramentas de desenvolvimento econômico.
Quando o alfabeto não tem dono: marca portuguesa vence a Louis Vuitton em disputa por “LV”
Por Adriana Brunner 13 de maio de 2026
A recente derrota da Louis Vuitton em disputa contra a pequena marca portuguesa “Licores do Vale” traz uma discussão importante sobre os limites da exclusividade marcária.
Publicidade comparativa tem limite: iFood vence ação contra 99Food por concorrência desleal
Por Adriana Brunner 8 de maio de 2026
A recente decisão da Justiça de São Paulo envolvendo iFood e 99Food reacende um tema central no Direito da Concorrência: até onde uma empresa pode ir ao comparar seus serviços com os de um concorrente?
Mais Posts