Petrobras e patentes: inovação como eixo estratégico de longo prazo

Adriana Brunner • 11 de fevereiro de 2026

Ao registrar 184 novos pedidos de patentes no INPI em 2025, a Petrobras alcançou, pelo quinto ano consecutivo, um novo recorde em depósitos de patentes. O dado vai além do número absoluto: revela uma estratégia consistente de inovação, na qual a propriedade intelectual atua como instrumento central de competitividade, eficiência operacional e transição energética.


Atualmente, a companhia detém mais de 1.400 patentes ativas, no Brasil e no exterior, cobrindo tecnologias voltadas à Exploração e Produção, Refino e Logística, com foco em segurança, otimização de processos e redução de riscos. Destacam-se também os investimentos em soluções ligadas à Transição Energética, como biomassa, microalgas e tecnologias de baixo carbono.


O protagonismo do Cenpes (Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação) evidencia a importância da coordenação entre pesquisa interna e parcerias com o ecossistema de inovação. Esse modelo fortalece a conversão do conhecimento técnico em ativos estratégicos protegidos, ampliando o retorno dos investimentos em pesquisa.


O plano de PD&I da Petrobras reforça essa diretriz: estão previstos US$ 4 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos, com crescimento progressivo da fatia destinada a tecnologias de baixo carbono — 20% em 2026, com expectativa de alcançar 40% até 2029 e 2030. Trata-se de um movimento que conecta inovação, sustentabilidade e proteção tecnológica.


No contexto da propriedade intelectual, o caso da Petrobras ilustra como o uso sistemático do sistema de patentes pode servir não apenas à proteção de invenções, mas à estruturação de estratégias industriais e ambientais de longo prazo, especialmente em setores intensivos em tecnologia.


Fonte: Brasil Energia

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