Atirador "Tranquilão" – Proteção da Marca Pessoal

Adriana Brunner • 12 de setembro de 2024

O atirador turco Yusuf Dikec aproveitou a grande notoriedade alcançada durante as Olimpíadas de Paris 2024 e requereu o registro de sua famosa postura de tiro como marca. Conhecido como “Tranquilão” pela postura calma e fria que exibiu durante as provas, Yusuf logo virou tema de diversos memes e ganhou grande visibilidade nas redes sociais.


Por que registrar uma marca pessoal?


Com o registro da sua famosa pose de tiro como marca, Yusuf Dikec pode proteger sua imagem e assegurar a licença para o uso de sua marca pessoal em diversos produtos. Atualmente, há vários itens como camisetas, capas de celular, canecas, entre outros, sendo comercializados sem qualquer autorização. O registro permite que o atleta tenha controle sobre a exploração comercial de sua imagem, garantindo que ele possa colher os benefícios financeiros dessa popularidade.


A proteção da identidade no esporte:


Outros atletas renomados já protegeram suas poses icônicas como marcas registradas. Nomes como Kylian Mbappé, Usain Bolt e Michael Jordan também tomaram medidas para proteger suas marcas pessoais e identidades. Isso não significa que outros atletas estão proibidos de usar essas poses como parte de suas celebrações, mas qualquer uso comercial dependerá da licença dos titulares das marcas.


O pedido de registro de marca feito pelo atirador Yusuf Dikec para proteger sua postura "Tranquilão" é um exemplo de como atletas podem capitalizar sobre momentos de popularidade e garantir que sua identidade seja respeitada. No mundo esportivo, onde a exposição e a popularidade podem mudar de um dia para o outro, proteger a marca pessoal é um movimento inteligente para garantir controle e retorno financeiro.


Fonte: O Globo

Golpes envolvendo registro de marcas crescem junto com a busca por proteção no INPI
Por Adriana Brunner 25 de maio de 2026
O aumento no número de pedidos de registro de marcas no Brasil trouxe um efeito colateral preocupante: o crescimento de golpes envolvendo falsas comunicações sobre processos no INPI.
Patente que demora perde valor: o custo invisível do backlog do INPI para a inovação brasileira
Por Adriana Brunner 22 de maio de 2026
O caso do medicamento Vonau Flash expõe um dos maiores entraves estruturais da inovação no Brasil: a demora na análise de patentes.
Propriedade intelectual e saúde: proteger inovação também é proteger o futuro do acesso a tratamento
Por Adriana Brunner 21 de maio de 2026
Existe uma percepção recorrente de que propriedade intelectual e acesso à saúde caminham em lados opostos. Mas a discussão real é mais complexa.
Patentes: por que proteger a inovação se tornou essencial para a economia moderna
Por Adriana Brunner 20 de maio de 2026
Patentes existem há mais de 600 anos — e continuam no centro das disputas sobre inovação, tecnologia e desenvolvimento econômico.
30 anos da Lei de Propriedade Industrial: o Brasil entendeu o valor da inovação
Por Adriana Brunner 19 de maio de 2026
Quando a Lei nº 9.279 foi sancionada em 1996, o país deixava para trás um modelo fechado e pouco alinhado às regras internacionais de inovação. Três décadas depois, o cenário mudou
Couro de peixe e Indicação Geográfica: quando tradição, sustentabilidade e inovação geram valor
Por Adriana Brunner 18 de maio de 2026
A concessão de Indicação Geográfica ao couro de peixe produzido em Pontal do Paraná mostra como a propriedade intelectual pode atuar como ferramenta concreta de desenvolvimento regional.
Inovação não é ideia: é capacidade de transformar conhecimento em valor
Por Adriana Brunner 15 de maio de 2026
Os números de depósitos de patentes no Brasil revelam um paradoxo relevante: o país produz conhecimento técnico e científico em escala significativa...
Indicações Geográficas impulsionam exportações e fortalecem o turismo rural
Por Adriana Brunner 14 de maio de 2026
As Indicações Geográficas vêm deixando de ser apenas um selo de reconhecimento territorial para se consolidarem como verdadeiras ferramentas de desenvolvimento econômico.
Quando o alfabeto não tem dono: marca portuguesa vence a Louis Vuitton em disputa por “LV”
Por Adriana Brunner 13 de maio de 2026
A recente derrota da Louis Vuitton em disputa contra a pequena marca portuguesa “Licores do Vale” traz uma discussão importante sobre os limites da exclusividade marcária.
Publicidade comparativa tem limite: iFood vence ação contra 99Food por concorrência desleal
Por Adriana Brunner 8 de maio de 2026
A recente decisão da Justiça de São Paulo envolvendo iFood e 99Food reacende um tema central no Direito da Concorrência: até onde uma empresa pode ir ao comparar seus serviços com os de um concorrente?
Mais Posts