STANLEY – Liminar Revogada

Adriana Brunner • 13 de setembro de 2024

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) recentemente anulou a liminar que suspendia a venda de produtos similares aos copos Stanley, por entender ser necessário um estudo mais aprofundado do caso, de forma a determinar se realmente houve a cópia do trade dress.


O que aconteceu?


A marca Stanley, conhecida por seus produtos de alta qualidade, especialmente garrafas térmicas e copos, conseguiu inicialmente uma liminar que barrava a comercialização de produtos similares que poderiam confundir o consumidor. No entanto, o TJ-RJ revogou essa liminar, entendendo que pela simples semelhança de design analisada pelas fotos juntadas no processo, não constitui, por si só, uma violação de direitos de propriedade industrial.


Quais pontos relevantes?


1. Concorrência e Liberdade de Mercado:

  • A decisão do TJ-RJ reforça o princípio da livre concorrência no mercado. A decisão levou em consideração o fato de a manutenção da proibição poderia prejudicar a empresa nacional, que é de pequeno a médio porte.


2. Proteção da Propriedade Intelectual:

  • A revogação da liminar deixa claro que a proteção conferida pela propriedade intelectual tem limites. Produtos similares podem coexistir desde que não haja reprodução ou imitação direta de elementos característicos capazes de causar confusão no mercado. Esta possibilidade de confusão deve ser comprovada, levando em consideração os produtos em si e o mercado.


A revogação da liminar que barrava a venda de produtos similares aos da marca Stanley pelo TJ-RJ é um lembrete importante da complexidade da proteção de propriedade intelectual. Marcas precisam estar atentas para proteger seus direitos, mas também devem entender que a concorrência leal faz parte do ambiente de negócios e que, sem comprovação de imitação direta ou confusão no mercado, a exclusividade sobre produtos não é garantida.


Fonte: Migalhas

Direitos autorais: crédito ao autor não é opcional
Por Adriana Brunner 19 de agosto de 2026
MC Ryan SP e GR6 são condenados por não creditar compositor em 34 músicas. Entenda a decisão e seus impactos para o mercado musical.
Mais uma Indicação Geográfica fortalece o agro brasileiro!
Por Adriana Brunner 12 de agosto de 2026
Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica para cachaça de alambique, concedida pelo INPI. Saiba mais sobre essa conquista.
Usar a marca do concorrente no Google Ads pode configurar concorrência desleal.
Por Adriana Brunner 11 de agosto de 2026
TJDFT condena empresa por usar marca concorrente como palavra-chave no Google Ads. Entenda os riscos jurídicos e o que diz a decisão.
Guarapuava conquista a primeira Indicação Geográfica do Brasil para cervejas artesanais
Por Adriana Brunner 10 de agosto de 2026
Guarapuava (PR) recebe a 1ª Indicação Geográfica do Brasil para cervejas artesanais, concedida pelo INPI. Entenda os benefícios para produtores e região.
Marcas famosas podem ser perdidas O caso Ploc e Ping Pong reacende o debate sobre a caducidade
Por Adriana Brunner 7 de agosto de 2026
Ploc e Ping Pong enfrentam processo de caducidade no INPI. Entenda por que o registro de marca sem uso pode levar à perda da exclusividade.
UFMG lidera ranking de depósitos de patentes entre as universidades brasileiras
Por Adriana Brunner 6 de agosto de 2026
UFMG é a universidade que mais depositou patentes no Brasil em 2025. Saiba como a propriedade intelectual impulsiona a inovação e a transferência de tecnologia.
Quando o princípio da especialidade encontra seus limites: TJ-SP mantém condenação do restaurante
Por Adriana Brunner 5 de agosto de 2026
TJSP condena restaurante de Jacquin por violar a marca Président. Entenda por que o princípio da especialidade não protegeu o chef nesse caso marcário.
Quando o INPI diz
Por Adriana Brunner 30 de julho de 2026
1 em cada 4 pedidos de marca é indeferido pelo INPI. Saiba quais são os erros mais comuns e como registrar sua marca com mais chances de sucesso.
A corrida pela prioridade no registro de marcas por que o tempo se tornou um ativo estratégico
Por Adriana Brunner 23 de julho de 2026
O INPI ampliou o trâmite prioritário para marcas. Saiba como startups e marketplaces podem registrar sua marca em até 120 dias e ganhar vantagem competitiva.
Projeto de Lei propõe ampliar a proteção de patentes afetadas pela demora do INPI
Por Adriana Brunner 22 de julho de 2026
O PLP 32/2026 propõe prorrogação de patentes afetadas pela demora do INPI. Entenda o que muda para inventores, universidades e empresas de tecnologia.
Mais Posts