Beiju quilombola do Sapê do Norte recebe Selo de Indicação Geográfica e fortalece identidade cultural

Adriana Brunner • 21 de novembro de 2024

O beiju, alimento tradicional feito à base de mandioca, produzido por quilombolas na região do Sapê do Norte, em São Mateus e Conceição da Barra (ES), acaba de receber o Selo de Indicação Geográfica (IG). Esse reconhecimento, concedido pelo INPI, certifica a autenticidade e a qualidade do beiju, reforçando sua importância histórica e cultural. A produção segue técnicas passadas de geração em geração desde o século XIX, preservando saberes indígenas e quilombolas.


O que o selo representa:


  • Valorização da identidade e resistência cultural: O beiju simboliza a resistência e a tradição das comunidades quilombolas. A obtenção do selo destaca o produto no mercado, agregando valor ao associá-lo a um saber ancestral.
  • Incentivo à economia local: Ao garantir a origem e o modo de produção únicos do beiju, o selo aumenta a visibilidade e o potencial de venda, beneficiando diretamente as famílias quilombolas do Sapê do Norte.
  • Exclusividade e tradição: Para obter o selo, o cultivo da mandioca e o preparo do beiju devem seguir práticas tradicionais, respeitando o ciclo natural e o saber local. O alimento passa por etapas como descascar e ralar a mandioca nas casas de farinha, preservando técnicas e utensílios herdados dos antepassados.


Segundo a presidente da Associação Sapê do Norte, Domingas Verônica, “o selo trará mais reconhecimento e força para a produção local, reforçando a identidade quilombola e a importância do Sapê do Norte”.


Esse registro de IG é fundamental para produtos como o beiju, que possuem uma qualidade única ligada ao território e às técnicas tradicionais.


Fonte: g1

EXPRESSÃO POPULAR EM EVENTO NÃO VIOLA PROPRIEDADE INDUSTRIAL
Por Adriana Brunner 24 de agosto de 2026
TJ-SP autoriza uso de "Tardizinha Gospel" apesar de registro da marca "Tardezinha". Entenda a decisão e seus impactos jurídicos.
Direitos autorais: crédito ao autor não é opcional
Por Adriana Brunner 19 de agosto de 2026
MC Ryan SP e GR6 são condenados por não creditar compositor em 34 músicas. Entenda a decisão e seus impactos para o mercado musical.
Mais uma Indicação Geográfica fortalece o agro brasileiro!
Por Adriana Brunner 12 de agosto de 2026
Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica para cachaça de alambique, concedida pelo INPI. Saiba mais sobre essa conquista.
Usar a marca do concorrente no Google Ads pode configurar concorrência desleal.
Por Adriana Brunner 11 de agosto de 2026
TJDFT condena empresa por usar marca concorrente como palavra-chave no Google Ads. Entenda os riscos jurídicos e o que diz a decisão.
Guarapuava conquista a primeira Indicação Geográfica do Brasil para cervejas artesanais
Por Adriana Brunner 10 de agosto de 2026
Guarapuava (PR) recebe a 1ª Indicação Geográfica do Brasil para cervejas artesanais, concedida pelo INPI. Entenda os benefícios para produtores e região.
Marcas famosas podem ser perdidas O caso Ploc e Ping Pong reacende o debate sobre a caducidade
Por Adriana Brunner 7 de agosto de 2026
Ploc e Ping Pong enfrentam processo de caducidade no INPI. Entenda por que o registro de marca sem uso pode levar à perda da exclusividade.
UFMG lidera ranking de depósitos de patentes entre as universidades brasileiras
Por Adriana Brunner 6 de agosto de 2026
UFMG é a universidade que mais depositou patentes no Brasil em 2025. Saiba como a propriedade intelectual impulsiona a inovação e a transferência de tecnologia.
Quando o princípio da especialidade encontra seus limites: TJ-SP mantém condenação do restaurante
Por Adriana Brunner 5 de agosto de 2026
TJSP condena restaurante de Jacquin por violar a marca Président. Entenda por que o princípio da especialidade não protegeu o chef nesse caso marcário.
Quando o INPI diz
Por Adriana Brunner 30 de julho de 2026
1 em cada 4 pedidos de marca é indeferido pelo INPI. Saiba quais são os erros mais comuns e como registrar sua marca com mais chances de sucesso.
A corrida pela prioridade no registro de marcas por que o tempo se tornou um ativo estratégico
Por Adriana Brunner 23 de julho de 2026
O INPI ampliou o trâmite prioritário para marcas. Saiba como startups e marketplaces podem registrar sua marca em até 120 dias e ganhar vantagem competitiva.
Mais Posts