Mudanças no Patent Prosecution Highway: O Que Esperar no Brasil

Adriana Brunner • 26 de setembro de 2024

🚀 Acelerando o Processo de Patentes no Brasil! O Patent Prosecution Highway (PPH), que já acelera a análise de pedidos de patente ao utilizar exames anteriores realizados em escritórios parceiros, está prestes a expandir e melhorar no Brasil com a adesão ao Global Patent Prosecution Highway (GPPH). Com essa mudança, que entrou em vigor em julho de 2024, o Brasil aumentará seus parceiros globais de 23 para 35, abrangendo novos escritórios na Europa, América, Ásia e Oceania. Isso facilita o processo de patenteamento para empresas e inventores brasileiros e estrangeiros.


💡 Como o PPH Funciona: O programa permite que um pedido de patente, considerado patenteável em um escritório parceiro, tenha seu exame acelerado em outro país participante, sem necessidade de reiniciar o processo do zero. No Brasil, o tempo médio de espera para uma decisão do INPI é reduzido de cerca de 3 anos e meio para apenas 136 dias a partir do requerimento de exame prioritário. Isso oferece às empresas um caminho mais rápido e seguro para proteger suas inovações.


🔒 Limitações Atuais e o Que Vai Mudar:


  • Atualmente, o programa PPH no Brasil permite até 800 requerimentos por ano, uma meta que foi atingida já em julho de 2024. A entrada no GPPH promete acabar com essa limitação.
  • Regras Atuais: Somente um requerimento por semana por depositante é permitido, o que exige uma estratégia cuidadosa para priorizar os pedidos mais importantes. Esse limite também pode ser removido no próximo ciclo do programa em 2025, facilitando o processo para empresas com grandes portfólios de pedidos de patente.


📊 Benefícios Esperados:


  • Exame mais rápido: Com o GPPH, o INPI poderá usar os resultados de escritórios de patentes parceiros, agilizando ainda mais o processo.
  • Ampliação da cobertura global: A inclusão de novos escritórios de patentes na Europa, América e Ásia amplia as opções de países com os quais o Brasil pode cooperar, facilitando o registro internacional de patentes.


🌍 Impacto Global para Inovadores Brasileiros: Essa expansão permitirá que empresas brasileiras que buscam proteção de suas patentes em diversos mercados globais possam acelerar o processo, tornando o país mais atrativo no cenário de propriedade industrial. As mudanças também trarão mais segurança e competitividade para inventores e empresas, impulsionando a inovação.


📅 Previsão de Novas Regras: As novas regras serão formalizadas em portaria pelo INPI, e espera-se que as limitações de participação sejam revisadas, especialmente em relação à quantidade de pedidos permitidos. Isso trará maior flexibilidade ao programa, permitindo um aumento no número de requerimentos aceitos, beneficiando tanto empresas locais quanto internacionais.

Café de Mandaguari: Qualidade e Denominação de Origem
Por Adriana Brunner 10 de abril de 2026
A conquista da Denominação de Origem (DO) pelo café de Mandaguari marca muito mais do que um reconhecimento formal — representa a consolidação de um ativo estratégico capaz de transformar qualidade em valor econômico, reputação e diferenciação competitiva.
Agro e Propriedade Intelectual: a escolha que define o futuro da inovação
Por Adriana Brunner 9 de abril de 2026
O agronegócio brasileiro vive um paradoxo silencioso: ao mesmo tempo em que é um dos mais produtivos do mundo, enfrenta uma pressão crescente para produzir mais, com menos recursos e sob condições climáticas cada vez mais adversas.
Propriedade Intelectual como Infraestrutura: o motor invisível da inovação e da competitividade
Por Adriana Brunner 8 de abril de 2026
A inovação não nasce apenas de boas ideias — ela depende, cada vez mais, de um ambiente institucional capaz de sustentá-la.
China Speed: a nova lógica que está redesenhando a indústria automotiva global
Por Adriana Brunner 7 de abril de 2026
A indústria automotiva global está vivendo uma inflexão histórica — e, desta vez, o epicentro não é Detroit, nem Wolfsburg, nem Tóquio.
Como o Design Salvou a Apple — e Redefiniu Toda a Indústria de Tecnologia
Por Adriana Brunner 1 de abril de 2026
A trajetória da Apple é um dos exemplos mais emblemáticos de como o design pode deixar de ser estética e se tornar estratégia de sobrevivência — e de liderança de mercado.
Paraná no centro da Inovação
Por Adriana Brunner 31 de março de 2026
O reconhecimento de três iniciativas do Paraná no Prêmio Nacional de Inovação vai além de uma conquista pontual — ele revela um movimento estruturado de transformação econômica baseado em ecossistemas organizados, colaboração institucional e inovação aplicada.
Óticas Carol vs. Ótica Vida: Você é dono do nome ou do mercado?
Por Adriana Brunner 27 de março de 2026
Muita gente acredita que registrar uma marca é como comprar um terreno e colocar uma cerca: ninguém mais entra.
Google Ads: O custo invisível de
Por Adriana Brunner 26 de março de 2026
Muitas empresas acreditam que configurar a marca de um competidor como palavra-chave no Google é uma forma legítima de atrair clientes.
Fim da patente: quando a inovação retorna à sociedade
Por Adriana Brunner 24 de março de 2026
A expiração da patente da Semaglutida no Brasil é um exemplo claro de como o sistema de patentes foi concebido para funcionar: garantir exclusividade por um período limitado e, ao final, liberar a tecnologia para uso coletivo.
IA na Criação: Quem é o autor e quem é o responsável?
Por Adriana Brunner 23 de março de 2026
Se a sua equipe de Marketing ou Produto está usando IA para compor trilhas sonoras, gerar imagens de campanhas ou escrever textos técnicos, você precisa ler este alerta.
Mais Posts