Pedidos de Registro de Marcas Crescem 143% em uma Década: O Impacto do INPI na Proteção Empresarial

Adriana Brunner • 10 de dezembro de 2024

O volume de pedidos de registro de marcas no Brasil apresentou um crescimento expressivo nos últimos 10 anos, passando de 165.613 em 2013 para 402.460 em 2023, um aumento de 143%, de acordo com dados divulgados no Anuário da Justiça Direito Empresarial 2024. Este crescimento reflete a importância crescente da propriedade intelectual como estratégia de competitividade no mercado brasileiro.


A Marca como Pilar Estratégico no Ambiente de Negócios


A marca se tornou uma peça-chave no posicionamento estratégico de empresas, assegurando reconhecimento e fidelidade junto aos consumidores. Sua proteção permite distinguir produtos e serviços, consolidando a identidade de mercado de uma organização. Esse crescimento reflete o esforço das empresas em proteger seus ativos intangíveis, garantindo que seus valores e reputações estejam juridicamente amparados.


Essa busca por proteção é corroborada pelo aumento no número de disputas judiciais sobre marcas, que em 2023 se destacaram como o terceiro tema mais frequente em julgamentos empresariais no Tribunal de Justiça de São Paulo, atrás apenas de casos envolvendo insolvência.


Contrastes no Registro de Patentes


Enquanto os registros de marcas avançam, o cenário das patentes revela uma queda de 18% no mesmo período. Essa redução é atribuída à morosidade no processamento dos pedidos e às mudanças no prazo de vigência das patentes. Apesar disso, o INPI vem implementando ações para otimizar os processos, como automação e redução do estoque de pedidos pendentes, diminuindo em 80% o acúmulo desde 2019.


Decisões Judiciais que Marcam o Setor


Um caso emblemático julgado em 2024 pela 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do TJ-SP destacou a proteção à marca como essencial para a competitividade. O tribunal condenou o Magazine Luiza por concorrência desleal ao utilizar os nomes "Casas Bahia" e "Ponto Frio" como palavras-chave em anúncios patrocinados, reforçando a relevância do registro e da proteção de marcas.


A Caminho de um Futuro Mais Ágil


O presidente do INPI, Júlio César Moreira, declarou que a meta do órgão é reduzir o prazo para decisões de registro de marcas a um mês (sem oposição) até 2026. O tempo médio de exame de marcas agora é de 16 meses (sem oposição) e 23 meses (com oposição). Isso será possível com a ampliação do quadro de servidores e a continuidade dos avanços tecnológicos.


Conclusão


Os números e esforços do INPI mostram um cenário positivo para a proteção de marcas no Brasil, essencial para empresas que desejam se destacar em um mercado competitivo. Investir em propriedade intelectual é uma estratégia que vai além da proteção legal: é um diferencial para a construção de valor e reputação.

 

Fonte: Consultor Jurídico

TJ/SP mantém perfis de memes que utilizavam marca de universidade
Por Adriana Brunner • 6 de outubro de 2026
TJ/SP mantém perfis de humor que usam marca de universidade. Entenda o limite entre proteção marcária e liberdade de expressão nas redes.
Mercosul-EFTA: exportação e proteção dos ativos intangíveis
Por Adriana Brunner • 5 de outubro de 2026
Acordo Mercosul-EFTA entra em vigor em 1º de outubro. Entenda por que proteger marcas e patentes em cada território é essencial para exportar.
“FRUTARIA” é expressão de uso comum. Então qualquer concorrente pode usar?
Por Adriana Brunner • 30 de setembro de 2026
TJSP determina que ex-sócio retire "Frutaria" do nome de rede rival. Entenda os fundamentos da decisão sobre uso comum e concorrência.
TRF-2 anula marca XANTIMED por conflito com XANTINON
Por Adriana Brunner • 25 de setembro de 2026
TRF-2 anula marca XANTIMED por conflito com XANTINON. Entenda os fundamentos da decisão sobre colidência marcária.
TJSP: coexistência prolongada afasta urgência para retirada de marca
Por Adriana Brunner • 23 de setembro de 2026
TJSP revoga tutela de urgência em disputa marcária por ausência de urgência contemporânea. Entenda a decisão e seus fundamentos.
TJSP reforça proteção da marca mista como conjunto e afasta exclusividade sobre elemento nominativo
Por Adriana Brunner • 22 de setembro de 2026
TJSP decide que proteção de marca mista recai sobre o conjunto, não sobre palavra isolada. Entenda o caso envolvendo a Petronas.
GUARAPUAVA CONQUISTA PRIMEIRA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA NACIONAL PARA CERVEJAS ARTESANAIS
Por Adriana Brunner • 16 de setembro de 2026
Guarapuava conquista a primeira Indicação Geográfica para cervejas artesanais do Brasil. Saiba como a IG valoriza a produção regional e protege a origem da bebida.
AMERICANAS ENTRA PARA O SELETO GRUPO DE MARCAS DE ALTO RENOME DO INPI
Por Adriana Brunner • 15 de setembro de 2026
Americanas conquista reconhecimento de alto renome pelo INPI. Saiba o que esse status significa e como ele amplia a proteção da marca em todos os setores.
STF VAI FIXAR LIMITES PARA O USO DE NOMES E SÍMBOLOS RELIGIOSOS POR OUTRAS DENOMINAÇÕES
Por Adriana Brunner • 11 de setembro de 2026
STF vai fixar limites para uso de nomes e símbolos religiosos por outras denominações. Entenda o caso e seus impactos jurídicos.
TRATADO DE BUDAPESTE: BRASIL AVANÇA NA PROTEÇÃO GLOBAL DE INVENÇÕES BIOTECNOLÓGICAS
Por Adriana Brunner • 10 de setembro de 2026
Brasil incorpora o Tratado de Budapeste e fortalece a proteção de patentes biotecnológicas. Entenda o que muda para empresas e pesquisadores.
Mais Posts