Registro de uso Comum?? O Caso da Marca "VCQB"

Adriana Brunner • 7 de junho de 2024

Uma recente decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) considera uma marca registrada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial uma palavra ou expressão do cotidiano que, portanto, não é protegida pela Propriedade Industrial. O caso específico envolve a marca "VCQB - Vehicle Close Quarter Battle", que é uma técnica de defesa armada de dentro de um veículo.


Resumo do Caso:


O titular do registro da marca "VCQB - Vehicle Close Quarter Battle", iniciou um procedimento judicial contra a utilização da sigla "VCQB" por outra empresa. A decisão de primeira instância julgou improcedente o pedido dos autores, levando-os a recorrer. O TJSC, ao analisar o caso, concluiu que a expressão "Vehicle Close Quarter Battle" é de uso comum e descritiva, portanto, não há exclusividade de uso.


Aspectos Legais Destacados:


  1. *Proteção de Marcas Comuns:* O tribunal destacou que palavras comuns ou descritivas não podem ser apropriadas individualmente, mesmo quando registradas como marca, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
  2. *Livre Concorrência:* A decisão reforça o princípio da livre concorrência, permitindo que termos comuns sejam utilizados por diferentes empresas, desde que não causem confusão ou usurpação de reputação.
  3. *Marcas Fracas:* são compostas por termos de uso comum e têm uma proteção mitigada, permitindo a coexistência pacífica no mercado.


A decisão do TJSC no caso "VCQB" enfatiza a necessidade de um monitoramento constante e eficaz das tendências de mercado e de uma análise aprofundada para conhecer os limites do direito conferido pelo registro da marca. A vigilância contínua é fundamental para antecipar movimentos do mercado e proteger os direitos de PI em um ambiente de negócios dinâmico.


Fonte: Poder Judiciário de Santa Catarina

Direitos autorais: crédito ao autor não é opcional
Por Adriana Brunner 19 de agosto de 2026
MC Ryan SP e GR6 são condenados por não creditar compositor em 34 músicas. Entenda a decisão e seus impactos para o mercado musical.
Mais uma Indicação Geográfica fortalece o agro brasileiro!
Por Adriana Brunner 12 de agosto de 2026
Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica para cachaça de alambique, concedida pelo INPI. Saiba mais sobre essa conquista.
Usar a marca do concorrente no Google Ads pode configurar concorrência desleal.
Por Adriana Brunner 11 de agosto de 2026
TJDFT condena empresa por usar marca concorrente como palavra-chave no Google Ads. Entenda os riscos jurídicos e o que diz a decisão.
Guarapuava conquista a primeira Indicação Geográfica do Brasil para cervejas artesanais
Por Adriana Brunner 10 de agosto de 2026
Guarapuava (PR) recebe a 1ª Indicação Geográfica do Brasil para cervejas artesanais, concedida pelo INPI. Entenda os benefícios para produtores e região.
Marcas famosas podem ser perdidas O caso Ploc e Ping Pong reacende o debate sobre a caducidade
Por Adriana Brunner 7 de agosto de 2026
Ploc e Ping Pong enfrentam processo de caducidade no INPI. Entenda por que o registro de marca sem uso pode levar à perda da exclusividade.
UFMG lidera ranking de depósitos de patentes entre as universidades brasileiras
Por Adriana Brunner 6 de agosto de 2026
UFMG é a universidade que mais depositou patentes no Brasil em 2025. Saiba como a propriedade intelectual impulsiona a inovação e a transferência de tecnologia.
Quando o princípio da especialidade encontra seus limites: TJ-SP mantém condenação do restaurante
Por Adriana Brunner 5 de agosto de 2026
TJSP condena restaurante de Jacquin por violar a marca Président. Entenda por que o princípio da especialidade não protegeu o chef nesse caso marcário.
Quando o INPI diz
Por Adriana Brunner 30 de julho de 2026
1 em cada 4 pedidos de marca é indeferido pelo INPI. Saiba quais são os erros mais comuns e como registrar sua marca com mais chances de sucesso.
A corrida pela prioridade no registro de marcas por que o tempo se tornou um ativo estratégico
Por Adriana Brunner 23 de julho de 2026
O INPI ampliou o trâmite prioritário para marcas. Saiba como startups e marketplaces podem registrar sua marca em até 120 dias e ganhar vantagem competitiva.
Projeto de Lei propõe ampliar a proteção de patentes afetadas pela demora do INPI
Por Adriana Brunner 22 de julho de 2026
O PLP 32/2026 propõe prorrogação de patentes afetadas pela demora do INPI. Entenda o que muda para inventores, universidades e empresas de tecnologia.
Mais Posts