Acordo Mercosul–União Europeia reforça posição estratégica da indústria química brasileira

Adriana Brunner • 12 de janeiro de 2026

A aprovação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, em 9 de janeiro de 2026, representa um marco relevante para a indústria química do Brasil. O entendimento amplia o acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo e cria condições mais favoráveis para investimentos, inovação e fortalecimento da agenda ESG no setor.


Impactos estruturais para o setor


O acordo favorece a inserção da indústria química brasileira em cadeias globais de maior valor agregado, ao estimular o intercâmbio tecnológico e reduzir barreiras comerciais e regulatórias. Também contribui para um ambiente de negócios mais previsível, fator essencial para decisões de investimento de longo prazo, especialmente em áreas ligadas à bioeconomia, química de base renovável e energia limpa.


Outro ponto central é a elevação dos padrões regulatórios e de governança. A incorporação de temas como sustentabilidade, propriedade intelectual e comércio leal aproxima a indústria nacional das exigências do mercado europeu, reforçando a competitividade estrutural e a conformidade com práticas internacionais.


Dados que sustentam a vantagem competitiva


A indústria química brasileira já parte de uma posição favorável no cenário global:


  • Emite entre 5% e 51% menos CO₂ por tonelada produzida em comparação com concorrentes internacionais;
  • Possui uma matriz energética com 82,9% de fontes renováveis, enquanto a média mundial é de 28,6%.


Relevância no contexto econômico atual


O fortalecimento da relação entre os blocos ocorre em um momento estratégico para o Brasil, que busca ampliar sua inserção internacional, diversificar exportações e promover a reindustrialização com base em inovação e baixo carbono. O acordo tende a contribuir para a geração de empregos qualificados, atração de investimentos produtivos e crescimento econômico sustentável.


Fonte: O TEMPO

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