Faça Bem Feito a Coisa Vendida

Adriana Brunner • 27 de agosto de 2024

Um recente caso de concorrência desleal, destacado na coluna "Direito e Inovação", aborda uma situação que traz à tona o ditado: "Faça bem feito a coisa vendida." O caso envolve a venda de uma empresa, na qual um dos antigos sócios passou a atuar como concorrente da empresa que ele próprio havia vendido.


Este tipo de prática é considerado concorrência desleal, pois o antigo sócio aproveitou-se de seu conhecimento prévio e da base de clientes da empresa para obter vantagens injustas, atraindo para si a clientela no negócio vendido. Abrir a nova fábrica em 7 meses e no mesmo quarteirão da empresa vendida, deixou evidente a má intenção do vendedor.


Por que isso importa?


1. Respeito aos Acordos de Não Concorrência:

  • Em muitas transações de venda de empresas, acordos de não concorrência são estabelecidos para garantir que os antigos proprietários não utilizem informações privilegiadas para competir deslealmente. Da mesma forma, o Código Civil prevê que o vendedor não poderá fazer concorrência nos 5 anos subsequentes à venda.


2. Proteção do Investimento:

  • Compradores de empresas confiam que os antigos proprietários não irão prejudicar a empresa vendida ao entrar no mesmo mercado como concorrentes. Quando esses acordos são quebrados, o valor do investimento feito pelo comprador pode ser comprometido.


No caso, o negócio da compra da empresa foi desfeito, sendo o vendedor condenado a pagar uma indenização de R$ 40mail. Isto porque, o sucesso de um negócio não depende apenas do que é vendido, mas também do cumprimento das obrigações contratuais estabelecidas.


Fonte: Portal uai

Direitos autorais: crédito ao autor não é opcional
Por Adriana Brunner 19 de agosto de 2026
MC Ryan SP e GR6 são condenados por não creditar compositor em 34 músicas. Entenda a decisão e seus impactos para o mercado musical.
Mais uma Indicação Geográfica fortalece o agro brasileiro!
Por Adriana Brunner 12 de agosto de 2026
Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica para cachaça de alambique, concedida pelo INPI. Saiba mais sobre essa conquista.
Usar a marca do concorrente no Google Ads pode configurar concorrência desleal.
Por Adriana Brunner 11 de agosto de 2026
TJDFT condena empresa por usar marca concorrente como palavra-chave no Google Ads. Entenda os riscos jurídicos e o que diz a decisão.
Guarapuava conquista a primeira Indicação Geográfica do Brasil para cervejas artesanais
Por Adriana Brunner 10 de agosto de 2026
Guarapuava (PR) recebe a 1ª Indicação Geográfica do Brasil para cervejas artesanais, concedida pelo INPI. Entenda os benefícios para produtores e região.
Marcas famosas podem ser perdidas O caso Ploc e Ping Pong reacende o debate sobre a caducidade
Por Adriana Brunner 7 de agosto de 2026
Ploc e Ping Pong enfrentam processo de caducidade no INPI. Entenda por que o registro de marca sem uso pode levar à perda da exclusividade.
UFMG lidera ranking de depósitos de patentes entre as universidades brasileiras
Por Adriana Brunner 6 de agosto de 2026
UFMG é a universidade que mais depositou patentes no Brasil em 2025. Saiba como a propriedade intelectual impulsiona a inovação e a transferência de tecnologia.
Quando o princípio da especialidade encontra seus limites: TJ-SP mantém condenação do restaurante
Por Adriana Brunner 5 de agosto de 2026
TJSP condena restaurante de Jacquin por violar a marca Président. Entenda por que o princípio da especialidade não protegeu o chef nesse caso marcário.
Quando o INPI diz
Por Adriana Brunner 30 de julho de 2026
1 em cada 4 pedidos de marca é indeferido pelo INPI. Saiba quais são os erros mais comuns e como registrar sua marca com mais chances de sucesso.
A corrida pela prioridade no registro de marcas por que o tempo se tornou um ativo estratégico
Por Adriana Brunner 23 de julho de 2026
O INPI ampliou o trâmite prioritário para marcas. Saiba como startups e marketplaces podem registrar sua marca em até 120 dias e ganhar vantagem competitiva.
Projeto de Lei propõe ampliar a proteção de patentes afetadas pela demora do INPI
Por Adriana Brunner 22 de julho de 2026
O PLP 32/2026 propõe prorrogação de patentes afetadas pela demora do INPI. Entenda o que muda para inventores, universidades e empresas de tecnologia.
Mais Posts