Fifa Pagará US$ 40 Milhões a Brasileiro pela Invenção do Spray de Barreira

Adriana Brunner • 17 de maio de 2024

Após 23 anos de batalhas judiciais, o mineiro Heine Allemagne finalmente teve sua perseverança recompensada. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou a Fifa a pagar uma indenização de US$ 40 milhões pelo uso não autorizado de sua invenção, o spray de barreira, que se tornou essencial nas partidas de futebol ao redor do mundo. A decisão do STJ foi proferida em 14 de maio e não cabe mais recurso.


A Revolução do Spray de Barreira no Futebol:


A invenção de Heine Allemagne, que começou em um torneio local em Belo Horizonte, rapidamente provou sua eficácia. O spray de barreira garante uma distância justa entre a bola e a barreira defensiva, ajudando a decidir resultados cruciais de jogos e melhorando a justiça nas partidas. Esse spray não apenas aprimorou o aspecto técnico do futebol, mas também se tornou um símbolo de fair play.


Detalhes da Batalha Judicial:


Em 2019, a Fifa entrou com uma ação na Vara Federal solicitando a nulidade da patente do brasileiro, argumentando uma suposta ausência de atividade inventiva. No entanto, a decisão em primeira instância do juiz Eduardo André Brandão de Brito Fernandes, da 25ª Vara Federal do Rio de Janeiro, negou a solicitação da Fifa e reconheceu Heine como o inventor do spray de barreira do futebol. Diferente do processo que foi liquidado no STJ nesta terça, essa decisão ainda cabe recurso.


Impacto Futuro e Segurança Jurídica:


Com a decisão do STJ, Heine Allemagne agora pode negociar sua invenção em termos mais justos e lucrativos. Esse caso sublinha a importância da proteção das patentes e demonstra o impacto positivo da legislação na proteção dos direitos dos inventores.


Inspiração para Inventores:


A conquista de Heine Allemagne altera o panorama legal para inovações no esporte e serve de inspiração para pequenos inventores que enfrentam grandes corporações. É um exemplo claro de que determinação e coragem podem levar a vitórias significativas, mesmo contra gigantes da indústria.


Fonte: O Antagonista

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