Ranking INPI 2024: quem lidera a inovação no Brasil?

Adriana Brunner • 29 de maio de 2025

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) divulgou os rankings de 2024 dos maiores depositantes de ativos de propriedade intelectual — uma radiografia do ecossistema de inovação no Brasil. Os dados revelam não apenas os principais protagonistas da inovação, mas também tendências distintas entre residentes e estrangeiros.


O que os rankings analisam?


Os dados são divididos entre residentes e não residentes, e incluem depósitos de patentes de invenção, modelos de utilidade, marcas, desenhos industriais e programas de computador.


Patentes de Invenção (residentes)


A inovação tecnológica no Brasil tem destaques no setor industrial e acadêmico:


  1. Stellantis lidera com 185 depósitos,
  2. seguida pela Petrobras (155)
  3. e pela UFCG – Universidade Federal de Campina Grande (86).


Entre os não residentes, empresas globais dominam:


  • Qualcomm lidera com impressionantes 1.002 pedidos,
  • seguida por Huawei (330) e
  • Nicoventures Trading (223).


Modelos de Utilidade


Nos aprimoramentos técnicos de invenções já existentes, a liderança é mais pulverizada.

A Petrobras também se destaca aqui, com 21 pedidos entre os residentes.

Entre os estrangeiros, empresas de energia solar e papel/têxtil aparecem no topo com números mais modestos.


Marcas


O setor de consumo e entretenimento dita o ritmo nos registros de marcas.


We Pink, Palmeiras e Globo ocupam os três primeiros lugares entre os residentes.

Entre os estrangeiros: Amazon, Novartis e Euro Games Technology puxam a fila, mostrando o peso das big techs e da indústria farmacêutica no Brasil.


Desenhos Industriais


Na proteção estética de produtos, o destaque nacional é a Grendene, seguida por designers e empresas de mobiliário e calçados.


No exterior, aparecem nomes como BYD, Honda e empresas asiáticas especializadas em cadeia de suprimentos.


Por que esse ranking importa?


Esses dados vão além de estatísticas. Eles mostram:


  • Quais setores estão apostando em inovação?
  • Onde estão os centros de pesquisa mais ativos?
  • Qual o peso da presença estrangeira no sistema de PI brasileiro?


Mas também apontam um desafio: o alto número de pedidos estrangeiros nem sempre reflete transferência de tecnologia real para o país. O Brasil segue como um destino estratégico de proteção de ativos — mas precisa avançar em estímulos para criar, internalizar e aplicar inovação com valor local.


Fonte: Monitor Mercantil 

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