Saúde, indústria e agro lideram pedidos de patentes em Inteligência Artificial no Brasil
Um levantamento do INPI mostra que, nos últimos seis anos, 264 pedidos de patentes em inteligência artificial (IA) foram depositados no país. Os setores que mais inovaram foram:
- Saúde: 25%
- Indústria: 14,4%
- Agropecuária: 8,3%
Apesar da diversidade de aplicações, apenas 3% das solicitações foram efetivamente concedidas até agora — número que reflete o desafio da tramitação, mas também o potencial de crescimento desse campo.
Brasil x Mundo
Entre os depositantes, 59,8% são brasileiros e 40,5% estrangeiros, com destaque para Estados Unidos (57,9% dos pedidos internacionais) e China (23,6%).
Entre as empresas, se destacam:
- Huawei (China), com 18 pedidos;
- Petrobras (Brasil), com 8;
- AIxScan e Paige (EUA, setor de saúde), com 5 cada.
As concessões brasileiras até agora incluem soluções para segurança veicular, gestão de bacias hídricas, eficiência em fábricas e geração de energia por hidrogênio.
O desafio dos prazos
O tempo médio de análise das patentes concedidas foi de 2 anos e 11 meses, mas a meta da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) é reduzir o prazo para 2 anos até 2026. Essa diminuição será crucial para dar segurança jurídica e competitividade às inovações em IA.
O que esse cenário revela?
Em um ambiente de alta competição tecnológica, registrar e proteger a propriedade intelectual é tão importante quanto inovar. No caso da inteligência artificial, isso significa garantir não só a autoria da solução, mas também a sustentabilidade do negócio e a soberania tecnológica do país, garantindo competitividade e evitando que avanços brasileiros fiquem vulneráveis em um mercado global cada vez mais disputado.
E você, acredita que o Brasil está preparado para transformar essas inovações em liderança tecnológica?
Fonte:
Exame