GUARAPUAVA CONQUISTA PRIMEIRA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA NACIONAL PARA CERVEJAS ARTESANAIS

Adriana Brunner • 16 de setembro de 2026

Guarapuava, na região central do Paraná, acaba de conquistar um marco para o setor cervejeiro brasileiro: o primeiro registro de Indicação Geográfica (IG) concedido no Brasil para cervejas artesanais.


A conquista é resultado da mobilização conjunta do Sebrae/PR, do Município de Guarapuava, da Associação dos Cervejeiros de Guarapuava e dos produtores locais, que se organizaram para levar ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial o pedido de reconhecimento da origem e das características da produção cervejeira da região.


A Indicação Geográfica representa muito mais do que um selo de origem


Ela permite associar juridicamente determinado produto ao território que lhe confere características, reputação ou qualidade próprias, valorizando não apenas o produto, mas também a história, os conhecimentos e a cadeia produtiva desenvolvidos naquela região.


No caso de Guarapuava, a conquista ganha ainda mais significado diante da existência do Caminho do Malte, roteiro turístico que apresenta ao visitante toda a cadeia produtiva da cerveja artesanal produzida localmente — desde o campo até o momento em que a bebida chega ao copo.


A IG, portanto, passa a funcionar como um instrumento de proteção, diferenciação e valorização econômica da produção regional, fortalecendo a identidade da cerveja de Guarapuava e criando novas possibilidades de posicionamento para os produtores locais.


E há um aspecto especialmente relevante: a conquista demonstra como a Propriedade Intelectual pode atuar para além da proteção de marcas e patentes. As Indicações Geográficas transformam a origem em um ativo coletivo, capaz de agregar valor aos produtos e fortalecer toda uma cadeia econômica vinculada ao território.


Para Guarapuava, o reconhecimento do INPI representa, assim, não apenas uma conquista para os cervejeiros, mas para o próprio território — que passa a ter sua reputação e sua produção artesanal reconhecidas e protegidas no âmbito da Propriedade Intelectual.


Da terra ao copo, a origem passa a ser parte do valor da cerveja.


Fonte: AMANHÃ

CONCORRÊNCIA PARASITÁRIA NA INTERNET: STJ CONSOLIDA ENTENDIMENTO SOBRE O USO DE MARCAS DE TERCEIROS
Por Adriana Brunner • 5 de novembro de 2026
STJ consolida entendimento sobre uso de marca de concorrente como palavra-chave em anúncios. Veja critérios, riscos e consequências.
Inovação no Brasil: investir em tecnologia não basta — é preciso transformar conhecimento
Por Adriana Brunner • 21 de outubro de 2026
Brasil é 53º no Índice Global de Inovação 2026. Veja como a propriedade intelectual ajuda a transformar investimento em competitividade.
Violação de patente: STJ reconhece dano moral presumido
Por Adriana Brunner • 15 de outubro de 2026
STJ decide que violação de patente pode gerar danos morais sem prova de prejuízo à imagem. Entenda a decisão e seus impactos para titulares.
Copa do Mundo Feminina 2027: propriedade intelectual também entra em campo
Por Adriana Brunner • 14 de outubro de 2026
Copa do Mundo Feminina 2027: entenda como a Lei 15.421/2026 protege marcas e símbolos da FIFA e os riscos para empresas e patrocinadores.
GII 2026: o Brasil tem os ingredientes da inovação. Falta conectá-los.
Por Adriana Brunner • 13 de outubro de 2026
Brasil ocupa a 53ª posição no Global Innovation Index 2026 da OMPI. Entenda os avanços e o desafio de levar a inovação ao mercado.
TJ/SP mantém perfis de memes que utilizavam marca de universidade
Por Adriana Brunner • 6 de outubro de 2026
TJ/SP mantém perfis de humor que usam marca de universidade. Entenda o limite entre proteção marcária e liberdade de expressão nas redes.
Mercosul-EFTA: exportação e proteção dos ativos intangíveis
Por Adriana Brunner • 5 de outubro de 2026
Acordo Mercosul-EFTA entra em vigor em 1º de outubro. Entenda por que proteger marcas e patentes em cada território é essencial para exportar.
“FRUTARIA” é expressão de uso comum. Então qualquer concorrente pode usar?
Por Adriana Brunner • 30 de setembro de 2026
TJSP determina que ex-sócio retire "Frutaria" do nome de rede rival. Entenda os fundamentos da decisão sobre uso comum e concorrência.
TRF-2 anula marca XANTIMED por conflito com XANTINON
Por Adriana Brunner • 25 de setembro de 2026
TRF-2 anula marca XANTIMED por conflito com XANTINON. Entenda os fundamentos da decisão sobre colidência marcária.
TJSP: coexistência prolongada afasta urgência para retirada de marca
Por Adriana Brunner • 23 de setembro de 2026
TJSP revoga tutela de urgência em disputa marcária por ausência de urgência contemporânea. Entenda a decisão e seus fundamentos.
Mais Posts