INDICADORES DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DE 2021

Adriana Brunner • 22 de novembro de 2022

A Organização Mundial da Propriedade Industrial acaba de disponibilizar os indicadores relacionados à Propriedade Intelectual deste ano, que tem como base os números de 2021.


Alguns números que chamam atenção:


  • Brasil concedeu em 2021, 31% a mais de patentes que em 2020. É o segundo ano sucessivo de mais de dois dígitos de aumento;
  • Crescimento no número total de patentes requeridas no mundo de 3,6%, mantendo a China disparada como maior depositante, com mais 46% das patentes mundiais. O mais interessante é que, há 10 anos, a China possuía aproximadamente 24% das patentes mundiais;
  • Além da China, faz parte do Top 5 em pedidos de patente: Estados Unidos, Japão, Coréia e Europa. Juntos estes escritórios são responsáveis por mais de 85% das patentes requeridas no mundo;
  • A quantidade de patentes requeridas nos Estados Unidos teve queda nos dois últimos anos da análise, sendo de 1% em 2021 e 3,9% em 2020;


No Brasil, embora a quantidade de patentes requeridas em 2021 tenha reduzido 0.4%, o estudo mostra que as providências adotadas pelo INPI com objetivo de reduzir o backlog estão sendo por demais satisfatórias. Saímos de 147.743 patentes não examinadas em setembro de 2019 para 34.716 em dezembro de 2021. Em breve deveremos ter este backlog histórico zerado.

Golpes envolvendo registro de marcas crescem junto com a busca por proteção no INPI
Por Adriana Brunner 25 de maio de 2026
O aumento no número de pedidos de registro de marcas no Brasil trouxe um efeito colateral preocupante: o crescimento de golpes envolvendo falsas comunicações sobre processos no INPI.
Patente que demora perde valor: o custo invisível do backlog do INPI para a inovação brasileira
Por Adriana Brunner 22 de maio de 2026
O caso do medicamento Vonau Flash expõe um dos maiores entraves estruturais da inovação no Brasil: a demora na análise de patentes.
Propriedade intelectual e saúde: proteger inovação também é proteger o futuro do acesso a tratamento
Por Adriana Brunner 21 de maio de 2026
Existe uma percepção recorrente de que propriedade intelectual e acesso à saúde caminham em lados opostos. Mas a discussão real é mais complexa.
Patentes: por que proteger a inovação se tornou essencial para a economia moderna
Por Adriana Brunner 20 de maio de 2026
Patentes existem há mais de 600 anos — e continuam no centro das disputas sobre inovação, tecnologia e desenvolvimento econômico.
30 anos da Lei de Propriedade Industrial: o Brasil entendeu o valor da inovação
Por Adriana Brunner 19 de maio de 2026
Quando a Lei nº 9.279 foi sancionada em 1996, o país deixava para trás um modelo fechado e pouco alinhado às regras internacionais de inovação. Três décadas depois, o cenário mudou
Couro de peixe e Indicação Geográfica: quando tradição, sustentabilidade e inovação geram valor
Por Adriana Brunner 18 de maio de 2026
A concessão de Indicação Geográfica ao couro de peixe produzido em Pontal do Paraná mostra como a propriedade intelectual pode atuar como ferramenta concreta de desenvolvimento regional.
Inovação não é ideia: é capacidade de transformar conhecimento em valor
Por Adriana Brunner 15 de maio de 2026
Os números de depósitos de patentes no Brasil revelam um paradoxo relevante: o país produz conhecimento técnico e científico em escala significativa...
Indicações Geográficas impulsionam exportações e fortalecem o turismo rural
Por Adriana Brunner 14 de maio de 2026
As Indicações Geográficas vêm deixando de ser apenas um selo de reconhecimento territorial para se consolidarem como verdadeiras ferramentas de desenvolvimento econômico.
Quando o alfabeto não tem dono: marca portuguesa vence a Louis Vuitton em disputa por “LV”
Por Adriana Brunner 13 de maio de 2026
A recente derrota da Louis Vuitton em disputa contra a pequena marca portuguesa “Licores do Vale” traz uma discussão importante sobre os limites da exclusividade marcária.
Publicidade comparativa tem limite: iFood vence ação contra 99Food por concorrência desleal
Por Adriana Brunner 8 de maio de 2026
A recente decisão da Justiça de São Paulo envolvendo iFood e 99Food reacende um tema central no Direito da Concorrência: até onde uma empresa pode ir ao comparar seus serviços com os de um concorrente?
Mais Posts